Justiça interrompe dragagem do Porto de Santos após contrato.

De Santos (SP)
A Autoridade Portuária de Santos (APS) foi impedida de assinar a Ordem de Serviço que daria início à dragagem de aprofundamento do canal de navegação, devido a uma liminar a favor da DTA Engenharia, que questiona a concorrência vencida pela Jan De Nul do Brasil. Anderson Pomini, presidente da APS, se disse confiante na resolução do impasse, destacando a concorrência saudável para um dos portos mais importantes do Brasil.
A DTA Engenharia apresentou argumentos à Justiça, afirmando que o desconto na proposta da vencedora tornaria o serviço inviável. Pomini rebateu, afirmando que a proposta reflete uma equidade em relação a outros contratos e pode, na verdade, reduzir custos. A liminar, concedida pelo juiz Diogo Henrique Valarini, suspende temporariamente todas as ações relacionadas ao aprofundamento até que uma decisão final seja tomada.
Mais profundidade, menos restrições
A dragagem para aprofundar o canal de navegação para 16 metros é uma antiga aspiração e um passo crucial para a modernização do Porto de Santos. A última dragagem, que levou a profundidade atual de 15 metros, ocorreu há 14 anos. O contrato com a Jan De Nul prevê um investimento significativo e a remoção de 33 rochas no leito do canal como parte do projeto.
Atualmente, navios de maior porte enfrentam restrições para operar, o que limita o potencial competitivo do Porto. Com a dragagem, será possível atracar navios como o MSC Natasha XIII a qualquer momento, independentemente da maré. Isso não apenas aumenta a capacidade operacional do porto, mas também traz benefícios diretos para os motoristas e operadores logísticos, que se beneficiarão de uma redução em custos de transporte e tempos de espera.
Além disso, a dragagem vai além da manutenção; ela prepara o Porto para novas concessões e ampliação de áreas operacionais. Assim que essas melhorias forem implementadas, o Porto de Santos não só garantirá um aumento na competitividade, mas também abrirá novas oportunidades para investimentos e criação de empregos na região, influenciando positivamente a mobilidade em torno do complexo portuário.
Com um futuro estudo que considera profundidades de até 17 metros, o Porto de Santos pode concorrer em pé de igualdade com os principais portos do mundo, trazendo impactos positivos para toda a cadeia produtiva e melhorando a infraestrutura de transporte nacional.
Fonte: transportemoderno






