Fatores que elevam os custos das transportadoras

O que está aumentando o custo das transportadoras?

A pressão sobre os custos no transporte rodoviário de cargas tem se intensificado nos últimos anos, resultando em margens cada vez mais estreitas para as transportadoras. O aumento contínuo nos preços de combustível, pedágios e na deterioração da infraestrutura rodoviária está gerando um descompasso preocupante: segundo levantamento da NTC&Logística, o frete praticado pelas transportadoras está, em média, 10,1% abaixo do custo real da atividade. Um estudo do ILOS revela que os custos logísticos no Brasil em 2025 somaram alarmantes R$1,96 trilhão, correspondente a 15,5% do PIB do país.

Esse cenário não apenas pressiona a rentabilidade das transportadoras, mas também destaca a importância da eficiência interna. A maneira como as operações são planejadas, monitoradas e executadas é crucial e pode oferecer oportunidades significativas de ganho.

Além dos custos, a percepção do consumidor também tem mudado. Atualmente, o prazo de entrega é um critério decisivo na escolha de compra: 85% dos consumidores o consideram fundamental e 36,5% abandonam o carrinho devido a prazos inadequados. Ineficiências operacionais resultam em perdas não só financeiras, mas também na fidelização do cliente.

Os desafios se agravam especialmente na última milha – uma fase que pode representar entre 30% e 53% do custo total do transporte, de acordo com o Global Market Insights. Pequenos erros nesta etapa podem gerar impactos significativos em termos de SLA (Service Level Agreement), utilização da frota e rentabilidade.

Roteirização inadequada

Quando o planejamento de rotas não leva em conta variáveis como volume de carga, janelas de entrega e restrições de tráfego, os resultados são desastrosos. Isso pode resultar em quilometragem excessiva, aumento do consumo de combustível e menor produtividade dos veículos.

Falta de visibilidade

A ausência de acompanhamento em tempo real compromete a capacidade de resposta das operações. Atrasos são identificados tarde demais, e a gestão do SLA fica prejudicada, muitas vezes dependente de processos manuais e comunicação falha.

Dependência de processos manuais

O uso excessivo de planilhas e atualizações manuais gera retrabalho e aumenta o risco de erros. Essa dependência humaniza a operação, dificultando sua escalabilidade.

Para enfrentar esses desafios, é fundamental que as transportadoras estejam atentas a esses pontos críticos. Melhorar a visibilidade, implementar automação e estabelecer controles mais eficientes pode ajudar a reduzir desperdícios, aumentar a produtividade e melhorar a previsibilidade operacional. Essas melhores práticas não beneficiam apenas as transportadoras, mas também conduzem a um sistema de mobilidade mais eficiente e sustentável, refletindo diretamente nas experiências dos motoristas e no fluxo geral do transporte de cargas.

A eficiência na logística não é apenas um objetivos das empresas, mas uma necessidade para todos que dependem das entregas rápidas e confiáveis. Ao focar na otimização dos processos, as transportadoras podem não apenas sobreviver, mas prosperar em um mercado competitivo.

Fonte: setcesp.

Equipe Redação

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