Aumenta a expectativa sobre economia, emprego e renda.

169ª rodada aponta aumento de dez pontos entre os que esperam cenário econômico igual em 2027, qualquer que seja o vencedor das eleições
Cresceu a parcela da população que prevê para 2027 a manutenção do cenário econômico, independentemente do resultado das eleições presidenciais. Essa avaliação é compartilhada por 33% dos entrevistados, ante 23% em agosto de 2022.
O aumento de dez pontos percentuais foi registrado pela 169ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião, realizada pela CNT, em parceria com o Instituto MDA Pesquisa.
Na análise encomendada pela CNT, também cresceu a parcela dos brasileiros que esperam uma piora da economia independentemente do resultado das urnas. O percentual passou de 4%, em 2022, para 9% nesta rodada.
Em sentido contrário, diminuiu de 13% para 8%, a proporção dos entrevistados que acreditam que o cenário econômico melhorará qualquer que seja o vencedor das eleições.
Resultado eleitoral e economia
O levantamento também investigou em que medida os brasileiros associam uma eventual melhora da economia à vitória de determinado candidato.
Nesta rodada, 21% dos entrevistados afirmam que a situação econômica melhorará apenas se Luiz Inácio Lula da Silva vencer a eleição. Em agosto de 2022, quando Lula estava na oposição, esse percentual era de 27%. Já outros 16% acreditam que a economia melhorará apenas com a vitória de Flávio Bolsonaro. Na pesquisa de 2022, 22% condicionavam a melhora à reeleição do então presidente Jair Bolsonaro.
A expectativa de melhora apenas com a vitória de outro candidato, diferentemente de Lula ou Flávio, é apontada por 8% dos entrevistados, ante 5% em 2022. Outros 5% não souberam ou não responderam.
A comparação entre os dois levantamentos deve considerar a mudança do contexto político. Em 2022, Jair Bolsonaro ocupava a Presidência da República, enquanto Lula disputava a eleição como candidato da oposição. Em 2026, Lula ocupa a Presidência e a alternativa apresentada aos entrevistados menciona uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.
Expectativas de emprego e renda melhoram
Em um horizonte mais próximo, o levantamento registra evolução positiva nas perspectivas para emprego e renda mensal. A parcela dos brasileiros que acreditam que a situação do emprego no país melhorará nos próximos seis meses chegou a 38,4%, ante 37% em junho. Já o percentual dos que esperam piora recuou de 22% para 19,5%. Para 39%, a situação deverá permanecer igual, enquanto 3,1% não souberam ou não responderam.
Em relação à renda mensal, 31,9% esperam aumento nos próximos seis meses, acima dos 29% registrados em junho. A maioria (52,7%) dos entrevistados acredita que a renda ficará igual, enquanto 11,5% projetam diminuição. Outros 3,9% não souberam ou não responderam.
O indicador de renda interrompe, assim, a trajetória de queda observada nas rodadas anteriores. A expectativa de aumento havia passado de 35%, em novembro de 2025, para 31%, em abril, e 29%, em junho, antes de subir para 31,9% em agosto.
No emprego, o movimento de melhora prosseguiu: a parcela da população que projeta avanço passou de 35%, em abril, para 37%, em junho, e alcançou 38,4% nesta rodada.
Na análise geral da pesquisa, os dados apontam duas perspectivas sobre a economia: para 2027, ganhou espaço a percepção de manutenção do cenário, independentemente do resultado eleitoral; e para os próximos seis meses, emprego e renda registram evolução positiva.
Impactos na Mobilidade e no Setor de Transporte
A melhora das expectativas econômicas e de emprego pode ter um impacto significativo na mobilidade urbana. Com um aumento previsto na renda, mais pessoas podem optar por utilizar serviços de transporte. Isso não apenas beneficia motoristas, que podem ver um crescimento no número de corridas e na demanda por seus serviços, mas também contribui para a eficiência do sistema de transporte como um todo. Uma maior confiança na economia pode levar investidores a financiarem melhorias nas infraestruturas de transporte, otimizando assim a mobilidade nas cidades e reduzindo congestionamentos.
A expectativa de que a economia se mantenha estável pode incentivar políticas públicas que visem melhorar a mobilidade urbana, trazendo benefícios diretos aos motoristas. Aumentos na renda e no emprego não são apenas questões individuais, mas coletivas, afetando a capacidade econômica das cidades para promover soluções de transporte mais eficientes e sustentáveis, beneficiando a todos os cidadãos.
Metodologia
A 169ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião foi realizada pelo Instituto MDA Pesquisa entre 5 e 9 de agosto de 2026, com 2.002 entrevistas em todas as regiões do país. A coleta foi feita de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06935/2026.
Fonte: setcesp






