Rota cobra taxa de 5% e busca contratos com empresas e prefeituras.

Vai de Rota cobra taxa a partir de 5% e mira contratos com empresas e prefeituras

A trajetória de Jair Barcellos na mobilidade começou antes do nascimento do Vai de Rota. Ele integrou a fundação de outro aplicativo regional e esteve à frente da expansão da operação no Sul do Brasil. Após desacordos na gestão, decidiu criar uma nova marca com sua irmã, Marlene Barcellos, que atualmente é a proprietária da empresa.

Aos 53 anos, Jair, oriundo da esfera pública, se define como alguém que teve que se adaptar ao mundo tecnológico. Sua jornada no setor foi motivada pela constatação de que o celular se tornara uma ferramenta indispensável para o transporte.

A empresa familiar em expansão

No cotidiano da operação, Marlene está mais concentrada nos aspectos locais, enquanto Jair se dedica à expansão em novos municípios. Ele se perfila como diretor de expansão, assumindo a responsabilidade pela ampliação comercial da empresa.

O investimento inicial para colocar o aplicativo em funcionamento foi de cerca de R$ 25 mil. Desde então, o foco de Jair tem sido reinvestir a maior parte dos lucros na própria operação. Em suas palavras, “o que a gente ganha, a gente investe na própria empresa”.

Início em Xanxerê

A primeira cidade em que o Vai de Rota começou a operar foi Xanxerê, em Santa Catarina, sua terra natal. Um dos principais desafios que enfrentou foi convencer a população e os motoristas da viabilidade do aplicativo em uma localidade onde a tecnologia ainda enfrentava resistência.

Mudanças estratégicas após experiências em cidades pequenas

Com o tempo, o Vai de Rota ampliou suas operações para diversas cidades, embora algumas tenham sido fechadas por considerações estratégicas. Atualmente, Jair evita entrar em cidades com mais de 80 mil a 100 mil habitantes pelo modelo tradicional de mobilidade de rua. A nova abordagem é direcionar uma parte significativa da operação para contratos com empresas privadas e órgãos públicos.

Foco no mercado B2B e público

O Vai de Rota continua a oferecer corridas de rua, mas a visão de Jair sobre o futuro da empresa se concentra na prestação de serviços para entidades públicas e privadas. O aplicativo agora permite que empresas agendem corridas para transportar colaboradores, pacientes ou clientes, com pagamentos em intervalos semanais, quinzenais ou mensais.

A prefeitura de Chapecó, por exemplo, movimenta cerca de 6 mil corridas mensais por meio do sistema, principalmente para o transporte de pacientes. Isso demonstra um impacto positivo tanto na eficiência do transporte público quanto na mobilidade geral da cidade.

Operação robusta e amadurecimento contínuo

Atualmente, o Vai de Rota realiza aproximadamente 50 mil corridas mensais, englobando serviços diversos. Em Chapecó, 250 a 300 pacientes são transportados diariamente, um exemplo claro de como a aplicação da tecnologia pode melhorar o acesso a serviços essenciais, além de criar novas oportunidades de trabalho para motoristas.

Apesar de já ter alcançado a marca de 2 milhões de corridas acumuladas, Jair acredita que ainda há espaço para amadurecimento no aplicativo. “Estamos sempre investindo, testando novas soluções e validando serviços”, afirma.

Menos foco em franquias, mais em contratos

O modelo de expansão do Vai de Rota está mudando. Ao invés de priorizar a venda de franquias, a empresa agora busca crescer por meio de contratos com instituições e prefeituras, garantindo assim uma operação mais estruturada e com menor risco de comprometimento da marca.

Desafios do cenário de mobilidade

Jair expressa preocupações em relação ao futuro das operações de rua, citando a presença de motoristas autônomos e clandestinos como um desafio significativo para empresas legais. Ele destaca que, sem a devida fiscalização, muitas empresas podem optar por sair desse cenário, pois o mercado tende a se tornar cada vez mais informal e competitivo.

A questão das "corridas por fora" também é um desafio crítico. Com motoristas tirando corridas diretamente do aplicativo, a integridade do sistema fica comprometida. Para Jair, proteger a operação de práticas desleais é essencial para garantir um serviço de qualidade.

Perspectivas futuras

Jair acredita que o legado do Vai de Rota é oferecer novas oportunidades de renda em regiões que antes não contavam com serviços de transporte por aplicativo. Ele visa não apenas fortalecer sua marca, mas também criar um impacto duradouro na mobilidade e na economia local.

Com a focus em contratos e inovações constantes, o Vai de Rota se posiciona como um exemplo de como a adaptação e a visão empreendedora podem transformar a mobilidade em pequenas cidades, beneficiando motoristas e passageiros.

Equipe Redação

Equipe de redação é um grupo de profissionais que trabalham juntos para criar conteúdo escrito para Motorista.com.br
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