Escassez de Motoristas Leva Frotas dos EUA a Avaliações de Segurança e Desempenho

A Escassez de Motoristas Impulsa Frotas Americanas Rumo à Segurança Preditiva e Avaliação de Motoristas

A escassez de motoristas qualificados está transformando não apenas o recrutamento na indústria de transporte dos Estados Unidos, mas também o modo como as frotas privadas lidam com condutores que apresentam comportamentos de risco. Em vez de aguardar um acidente ou simplesmente dispensar um motorista e tentar encontrar um substituto, muitas frotas estão adotando pontuações de motoristas, câmeras, telemetria e análises preditivas para identificar problemas precocemente.

Um exemplo notável é a Dot Foods, que opera quase 2.200 caminhões nos EUA e no Canadá. Para uma frota desse tamanho, revisar alertas de velocidade excessiva ou eventos de frenagem brusca individualmente pode se tornar desafiador. Assim, a abordagem se concentra em identificar os motoristas que mais precisam de atenção, promovendo um ambiente de segurança e eficiência.

Sistema de Pontuação de Risco

A Dot Foods utiliza um sistema de pontuação que vai de zero a 100, sendo zero a melhor performance. Motoristas com pontuação acima de 70 são colocados em um plano de desenvolvimento profissional, recebendo monitoramento adicional. Essa estratégia permite que a empresa foque em cerca de 10% a 20% dos motoristas com desempenhos mais baixos, promovendo intervenções específicas que visam melhorar comportamentos arriscados.

A mudança na abordagem para a segurança da frota é significativa, pois se trata mais de desenvolver os motoristas do que de agir punitivamente. Planos de desenvolvimento podem incluir treinamento adicional, coaching e outras intervenções personalizadas.

Comportamentos de Risco em Foco

Entre os comportamentos monitorados pela Dot estão a velocidade excessiva e a distração ao dirigir. A tecnologia moderna de telemetria e câmeras embarcadas gera uma quantidade enorme de dados de segurança, e o desafio é identificar padrões que indiquem maior risco de acidentes. A adoção de tecnologias integradas facilitou a centralização de informações e melhorou a eficiência, resultando em uma diminuição significativa dos índices de acidentes.

Fatiga do Motorista como Próximo Alvo

Outro fator crítico na discussão sobre segurança preditiva é a fadiga. A Dot está testando uma plataforma de gerenciamento de fadiga que estima o risco antes e durante o turno do motorista, permitindo intervenções antes que um evento relacionado à fadiga aconteça. Isso é crucial, pois um motorista pode estar dentro dos limites legais de horas de serviço e ainda assim estar fatigado devido a fatores como qualidade do sono.

Um Novo Paradigma para Frotas

Diante desse cenário, as frotas não podem simplesmente substituir motoristas que enfrentam dificuldades. A dificuldade em encontrar motoristas qualificados e o custo elevado de substituições tornam imperativas as estratégias de segurança preditiva.

A pesquisa do Departamento de Transporte dos EUA destaca a média de 57 anos para motoristas de frotas privadas, indicando a necessidade de atrair e treinar novos trabalhadores conforme os motoristas mais experientes se aposentam. A abordagem atual tem mostrado que identificar precocemente problemas e ajudar motoristas a melhorar pode ser mais seguro e econômico do que agir apenas após um acidente.

Dados de Segurança como Ferramenta de Coaching

A mudança cultural é um dos aspectos mais importantes dessa nova abordagem. Câmeras e telemetria, inicialmente vistas como ferramentas de vigilância, estão sendo empregadas para responder a uma questão mais construtiva: quais motoristas começam a emitir padrões que podem levar a um acidente, e como a empresa pode intervir antes que isso aconteça?

Em tempos de dificuldades laborais e exposição crescente a acidentes, a resposta para muitas frotas privadas nos EUA está se tornando, cada vez mais, a previsão, o coaching direcionado e o desenvolvimento de motoristas, ao invés da reação após um evento negativo.

Fonte: brasildotrecho

Equipe Redação

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