Abralog chama associados a participar da revisão do piso do frete.

Prazo para envio de contribuições termina nesta quarta-feira (19)
A Associação Brasileira de Logística (Abralog) convoca seus associados a enviar dados técnicos e relatos de operação que subsidiarão a posição da entidade na revisão do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas, um tema atualmente em consulta pública pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Essa mobilização responde ao Aviso de Tomada de Subsídios nº 3/2026, que busca informações de mercado para a revisão da Resolução nº 5.867/2020. Esta norma é crucial, pois estabelece o valor mínimo que uma transportadora pode cobrar por quilômetro rodado, dependendo do número de eixos carregados do veículo. A operação abaixo desse piso é considerada irregular.
Uma régua que baliza toda a cadeia
Modificar essa fórmula é essencial, pois ela atua como um parâmetro que orienta contratos, negociações e margens em toda a cadeia logística. Uma alteração nos coeficientes pode afetar drasticamente as operações, encarecendo ou barateando serviços de uma hora para outra. Para a associação, aqueles que não participarem do debate correm o risco de ter esse padrão alterado por outras partes interessadas.
A consulta da ANTT foi aberta para ouvir diretamente o mercado, mas a Abralog destaca que esse instrumento é eficaz apenas quando respaldado por dados concretos — experiências de quem opera na estrada diariamente. Informações precisas podem garantir que a nova resolução reflita a realidade do setor, evitando que decisões descoladas da prática sejam implementadas.
A Abralog busca reunir e consolidar essas informações para consolidar uma posição técnica robusta, representativa, a qual será encaminhada à Confederação Nacional do Transporte (CNT). Essa entidade, por sua vez, articulará o posicionamento do setor diretamente junto à ANTT.
Impactos na Mobilidade e na Categoria de Motoristas
A revisão do piso mínimo do frete rodoviário não é apenas uma questão de números e regulamentações; ela têm impactos diretos na mobilidade e na sustentabilidade econômica do setor de transporte. Quando as tarifas são justas e equilibradas, garante-se a viabilidade das operações, o que, por sua vez, resulta em uma rede de transporte mais eficiente e ágil. Para os motoristas, um piso mínimo adequado significa melhores condições de trabalho e maior segurança financeira, permitindo que eles invistam em manutenção e melhorias em seus veículos.
A participação ativa dos motoristas nesse processo de revisão é essencial. Como enfatiza Pedro Moreira, presidente da Abralog, as decisões regulatórias não esperam por quem chega depois; a voz de quem realmente enfrenta as dificuldades na estrada precisa ser ouvida. Maior participação pode garantir que as regras que regem suas vidas e suas operações sejam construídas de forma a beneficiá-los, promovendo não apenas um ambiente de trabalho mais justo, mas também contribuindo para uma mobilidade rodoviária mais eficiente em toda a cadeia logística.
Fonte: Abralog






