Estudo revela que 37% das vantagens do varejo serão básicas em 2026.

37% das capacidades que diferenciavam o varejo tornam-se básicas em 2026, aponta estudo da Manhattan Associates
As capacidades que antes eram vistas como essenciais para a inovação no varejo estão se transformando rapidamente em requisitos básicos. De acordo com o Unified Commerce Benchmark 2026, desenvolvido pela Manhattan Associates em parceria com a Incisiv, 37% das habilidades que diferenciaram os varejistas mais avançados em 2024 já não serão mais consideradas diferenciais em 2026. Esta mudança reflete o avanço acelerado das expectativas dos consumidores e as necessidades operacionais do setor.
O estudo avaliou varejistas especializados em países da América Latina, incluindo Brasil, Chile, Colômbia e México, analisando mais de 300 capacidades relacionadas à experiência de compra, checkout, fulfillment e atendimento. Uma constatação importante é que apenas 11% dos varejistas na região atingem o nível de líderes em comércio unificado, um status que denota a habilidade de integrar canais, operações e atendimento de maneira coerente e escalável.
No Brasil, apenas a Leroy Merlin atingiu esse patamar, ao lado de outras empresas reconhecidas na região, como Home Depot e Ikea. As funcionalidades que antes garantiam vantagem competitiva, como visibilidade de estoque em tempo real e pagamento digital rápido, agora são vistas como expectativas normais por parte dos consumidores. Essa alteração nas expectativas reforça a necessidade de adaptação por parte dos varejistas para manter relevância no mercado.
Entre 2024 e 2026, a maturidade média em comércio unificado na América Latina progrediu de 31% para 48%, indicando um crescimento significativo na adoção de tecnologias que facilitam a experiência do consumidor. Esse progresso no setor de fulfillment, impulsionado por modelos logísticos mais flexíveis, também reflete mudanças na mobilidade urbana, pois a eficiência na entrega e no transporte é crucial para atender às demandas crescentes das populações urbanas.
A evolução na experiência de compra e a integração entre canais digitais e físicos destacam a importância de um atendimento ao cliente mais eficaz e responsivo. Consumidores estão cada vez mais em busca de jornadas de compra rápidas e sem fricções, o que implica na necessidade de melhorias contínuas na logística e na mobilidade urbana.
Apesar dos avanços, o estudo revela uma ampliação da lacuna entre os líderes do setor e os demais varejistas. As empresas que se destacam hoje estão investindo em competências que incluem execução em tempo real e uma orquestração integrada da jornada do cliente, como a personalização contextual e o uso avançado de inteligência artificial.
A evolução do comércio unificado, portanto, deixa de ser uma questão de diferencial competitivo isolado e se torna um critério fundamental para o desempenho no varejo regional. Em um ambiente onde as capacidades estão se transformando de inovações em obrigações operacionais, a mobilidade geral, impulsionada por tecnologia e eficiência, será um fator decisivo para os motoristas e consumidores, moldando a experiência de compra e entrega em um futuro próximo.
Fonte: logweb






