Ferrovia em crescimento fortalece laços com o Reino Unido.

Em fase de expansão, setor ferroviário amplia cooperação com o Reino Unido
O Brasil e o Reino Unido estão ampliando sua cooperação técnica no setor ferroviário. O Ministério dos Transportes firmou um memorando de entendimento com a Crossrail International Limited, vinculada ao Departamento de Transportes britânico, visando promover intercâmbio técnico e colaboração para aumentar a eficiência logística.
Davi Barreto, diretor-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e membro do Conselho Gestor do Instituto Brasil Logística, aponta que esse movimento ocorre em um momento positivo para o setor ferroviário. Ele ressalta que a carga ferroviária está passando por um excelente momento, com recordes de produção, diminuição de acidentes e maior eficiência operacional.
Para Barreto, essa parceria fortalece a confiança institucional necessária para atrair investimentos e consolidar projetos estruturantes no país. O acordo, assinado em Brasília, delineia diretrizes para a troca de conhecimentos e experiências nas áreas de planejamento, governança, regulação, sustentabilidade, segurança operacional e desenvolvimento de modelos de financiamento de infraestrutura.
Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, destacou a importância do compromisso com boas práticas e ambientes regulatórios estáveis, elementos essenciais para viabilizar novos investimentos e projetos estruturados.
A colaboração também prevê a criação de um canal de comunicação com instituições públicas britânicas, como a UK Export Finance e o Office of Rail and Road, promovendo um ambiente mais integrado para o setor.
Esse alinhamento ocorre em um momento em que se espera a ampliação dos investimentos na infraestrutura ferroviária brasileira. A Política Nacional de Concessões Ferroviárias, lançada em novembro de 2025, contempla uma carteira com mais de 9 mil quilômetros de ferrovias e prevê até oito leilões, com uma expectativa de atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos, podendo chegar a um potencial estimado de até R$ 600 bilhões ao longo dos contratos.
Os empreendimentos previstos, como o Anel Ferroviário do Sudeste e a Ferrogrão, são considerados estratégicos para aumentar a competitividade logística nacional e fortalecer o transporte ferroviário de cargas. Essa expansão do setor ferroviário não apenas potencializa a eficiência do transporte de carga, mas também impacta positivamente a mobilidade geral, pois um sistema ferroviário mais eficiente pode aliviar a pressão sobre as rodovias, reduzir a emissão de poluentes e contribuir para um trânsito mais fluido nas áreas urbanas.
Fonte: IBL






