Nevasca sem precedentes mantém 1.500 caminhões retidos na Argentina.

Nevasca Histórica Deixa Mais de 1.500 Caminhões Parados na Argentina
Uma forte nevasca transformou a principal ligação rodoviária entre Argentina e Chile em uma longa fila de caminhões cercada por gelo. Mais de 1.500 veículos de carga ficaram parados em diferentes pontos da província de Mendoza, aguardando condições seguras para seguir viagem.
O bloqueio ocorreu no Sistema Cristo Redentor, que conecta a Ruta Nacional 7 ao complexo chileno Los Libertadores. A passagem foi fechada preventivamente em 14 de julho de 2026, após a chegada de um temporal com neve intensa, vento e baixa visibilidade na Cordilheira dos Andes. Em algumas áreas, o acúmulo de neve chegou a cerca de dois metros.
Um motorista, ouvido pela imprensa argentina, relatou que os caminhoneiros foram informados de que a espera poderia se estender até 5 de agosto. No entanto, esse prazo pode ser ampliado, pois após a nevasca, as equipes precisam retirar a neve e avaliar o risco de deslizamentos.
Caminhões Espalhados pela Província
O governo de Mendoza contabilizou aproximadamente 1.550 caminhões parados. Cerca de 580 estavam na região de alta montanha, incluindo Uspallata e o pátio aduaneiro. Outros 70 permaneciam no pátio Red Mercosur, enquanto aproximadamente 950 foram distribuídos por pontos de espera entre Eloy Guerrero e La Paz. Essa divisão foi feita para evitar que todos os veículos bloqueassem a Ruta 7, garantindo o acesso de moradores e equipes de emergência.
Os caminhões transportavam mercadorias de diversos países da América do Sul. Durante a paralisação, os motoristas receberam água e alimentos, mas continuaram dependendo de suas cabines para dormir e se proteger das temperaturas negativas. Para quem trabalha por viagem, cada dia parado representa um gasto adicional com alimentação, combustível para aquecimento, e a preocupação com atrasos nas entregas, impactando diretamente a mobilidade e a economia.
A situação não apenas afeta os motoristas, mas também gera prejuízos significativos para as empresas, que precisam redirecionar suas cargas por rotas alternativas, como o Paso de Jama ou o Cardenal Samoré, que adicionam centenas de quilômetros ao trajeto.
Reabertura Não Resolve Imediatamente
Mesmo após a liberação da passagem, a normalização do tráfego pode levar de cinco a seis dias. No horário de inverno, o corredor opera por 12 horas diárias, com capacidade para processar entre 500 e 600 caminhões. A magnitude da paralisação evidencia a importância dessa rota para o transporte sul-americano; em 2025, mais de 427 mil caminhões passaram pelo complexo, transportando cerca de 6,5 milhões de toneladas de mercadorias entre Argentina e Chile.
As autoridades descartaram um desabastecimento generalizado, mas reconheceram que o fechamento prolongado dos trechos impacta os custos do frete, atrasa entregas e pressiona outras passagens internacionais. Para os caminhoneiros, é vital consultar o estado da fronteira e da Ruta 7 antes de seguir rumo à Cordilheira, pois o mau tempo pode levar a longas esperas, aumentando ainda mais os prejuízos.
Fonte: brasildotrecho






