Apoio ao diesel pode aliviar a pressão sobre os preços do frete

Governo avalia manter R$ 2,12 por litro por mais 30 dias após diesel S10 alcançar R$ 7,13 nas bombas
Com o diesel S10 a R$ 7,13 por litro na média nacional, o governo está considerando prorrogar por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro, uma medida essencial para conter a alta deste combustível. A sustentação deste benefício é crucial para o transporte rodoviário de cargas, setor que já enfrenta um aumento nos custos operacionais e deve lidar com as consequências dessa escalada de preços sobre o frete, refletindo diretamente nos preços que consumidores finais pagam.
O preço médio do diesel, registrado em 19 de setembro, demonstrou uma elevação de 2,3% em apenas uma semana, ou R$ 0,16 por litro, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Importante ressaltar que este valor ultrapassa os R$ 6,97 por litro considerados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) como referência na última revisão dos pisos mínimos de frete, realizada em julho.
A manutenção da subvenção foi indicada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Embora a prorrogação dependa da aprovação final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a expectativa é de que o benefício continue no valor atual. A Medida Provisória 1.391, de 11 de setembro, autoriza a concessão da subvenção e permite a prorrogação por mais um mês se necessário.
Esse mecanismo foi estabelecido para mitigar os impactos da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e das dificuldades de oferta originadas por conflitos geopolíticos, fatores que têm gerado incertezas no mercado interno.
Diesel e o impacto no frete
A dinâmica do preço do diesel exerce uma influência significativa sobre os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. Este combustível representa um dos principais custos variáveis que afetam a operação das transportadoras, o que, por sua vez, impacta os custos dos produtos que circulam nas estradas. Além das revisões ordinárias feitas em janeiro e julho, a legislação prevê a possibilidade de revisões extraordinárias quando a oscilação no preço médio do diesel S10 exceder 5%. Este ano, a ANTT já acionou esse mecanismo, fixando R$ 6,97 como referência após uma variação superior a 5% em relação ao preço anterior.
Embora o aumento recente dos preços seja relevante, sua magnitude não é suficiente, neste momento, para provocar uma nova revisão na tabela de frete. A continuidade da subvenção, portanto, pode aliviar a pressão sobre os custos das transportadoras e dos caminhoneiros autônomos, ajudando a estabilizar o setor.
Moretti reiterou que a intenção do governo é descontinuar o benefício assim que a situação referente aos preços do petróleo se normalize, indicando uma possível recuperação econômica que beneficiaria não só os motoristas, mas toda a cadeia logística. Em um cenário em que os custos do transporte são uma preocupação central, a manutenção da subvenção se apresenta como uma medida estratégica para garantir a mobilidade e a saúde do setor, refletindo diretamente na economia como um todo.
Fonte: setcesp






