Comitê de Inovação aborda recursos, IA e automação.

A reunião mensal do Comitê de Inovação e Tecnologia da Abralog, realizada terça, 18 de agosto, alinhou os objetivos do núcleo e a forma de conduzi-los.

O encontro foi aberto pelo presidente da entidade, Pedro Moreira, que defendeu o foco dos trabalhos em temas que possam gerar resultados práticos para os associados. A proposta é acompanhar tendências, discutir as demandas das empresas e criar conexões entre associados, fornecedores de tecnologia e o mercado. O núcleo tem coordenação de Rodrigo Tucunduva, CEO da Frota 162, Flávio Amaral, Diretor Corporativo da Imediato Nexway, e Igor Uliana, CTIO da Invent.

Mais do que um espaço de discussão, o Comitê deve se tornar um ambiente propício para a geração de oportunidades. Moreira enfatizou que a Abralog pode conectar empresas com desafios específicos a aqueles que podem oferecer soluções, criando assim um ciclo virtuoso que beneficia todos os envolvidos. Essa aproximação não só alavanca os negócios, mas também promove uma mobilidade mais eficaz, ao permitir que inovações sejam implementadas de forma ágil e colaborativa.

A diversidade dos participantes, que inclui profissionais de automação, inteligência artificial, softwares para logística, e consultoria, é um ponto forte do Comitê. Esta variedade de competências abre portas para a inovação em logística, impactando positivamente não apenas as empresas, mas também os motoristas, que podem se beneficiar de operações mais rápidas e eficientes.

Moreira também propôs aproveitar as conexões internacionais da Abralog, como a interação com a ELA, European Logistics Association. Este tipo de relação cria um acesso a padrões internacionais que pode aprimorar as práticas locais, impactando diretamente a logística brasileira e a experiência do motorista, ao gerar melhorias contínuas nos processos logísticos.

Lei do Bem abre a discussão

Uma das discussões centrais girou em torno da utilização da Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005) como instrumento para reduzir custos de investimentos em automação e inovação tecnológica. Empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento podem se beneficiar de uma redução significativa no Imposto de Renda, o que, em última análise, pode resultar em mais recursos disponíveis para a melhoria das operações logísticas, impactando diretamente a mobilidade no transporte de cargas.

Igor Uliana destacou que projetos de automação podem se qualificar para esses benefícios, resultando em economias tributárias que podem ser reinvestidas em melhorias operacionais. Essa reinvestição não só torna as empresas mais competitivas, mas também oferece melhorias em segurança e eficiência para os motoristas, que lidam com um ambiente de trabalho mais otimizado.

A discussão também abordou as diversas opções de financiamento além da Lei do Bem, citando instituições como BNDES e Finep, evidenciando que o acesso a informações sobre essas possibilidades é crucial para que as empresas possam investir em inovação, melhorando a mobilidade geral do setor.

Automação e falta de mão de obra

Outro ponto crucial da reunião foi a escassez de mão de obra nas operações logísticas. A dificuldade em encontrar trabalhadores para atividades essenciais está levando empresas a considerar a automação, não apenas para melhorar a eficiência, mas também como uma alternativa para aumentar a produtividade sem necessidade de expansão física. Essa automação pode aliviar a carga sobre os motoristas, permitindo-lhes focar em tarefas que realmente exigem atenção humana.

O problema da disponibilidade de mão de obra não é exclusivo do Brasil, sendo observado também em outros países. Isso sugere que o setor logístico global está em transformação, e as soluções devem ser consideradas com uma visão ampla que contempla o impacto em todas as partes envolvidas, especialmente na mobilidade e na experiência do motorista.

Os primeiros pilares

Ao final da reunião, emergiram temas que podem estruturar a agenda do Comitê, com ênfase em tecnologia, inteligência artificial e a aplicação dessas ferramentas nas diversas áreas das empresas. A inclusão das pessoas no debate sobre inovação foi uma proposta relevante, dado que a automação requer não apenas tecnologia, mas também a capacitação e realocação de profissionais. Isso é vital para que os motoristas estejam preparados para novos desafios e possam se beneficiar das inovações.

A ideia de transformar o Comitê em uma vitrine de competências dos associados também se destacou. Conectar empresas com demandas específicas pode incentivar a colaboração, criando um ambiente propício à inovação que reflete diretamente na eficiência das operações logísticas e, consequentemente, na mobilidade dos motoristas.

Visitas técnicas, produção de artigos e encontros intercomitês foram sugeridos como formas de elevar o conhecimento e práticas do setor. A próxima reunião do Comitê está marcada para 16 de setembro, prometendo novos avanços e discussões que poderão transformar o cenário atual.

Fonte: Abralog

Equipe Redação

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