Coordenador afirma que Flávio Bolsonaro reavaliará reforma tributária em 6 meses.

Por Leonardo Alexandre, de São Paulo
O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, reiterou a necessidade de revisar a reforma tributária nos primeiros seis meses de um possível governo. De acordo com Marinho, a alíquota proposta para o novo IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que está estimada em 28%, é excessivamente alta e um redimensionamento é urgente.
“Primeiro, o compromisso da agenda presidencial é revisitar a reforma tributária para nós não permitirmos esse absurdo de 28% do IVA”, afirmou Marinho em uma sabatina em Brasília, destacando preocupações com a elevada carga tributária que, segundo ele, já prejudica setores importantes da economia.
A revisão da alíquota do IVA é um passo que pode ter impactos diretos na mobilidade e na economia como um todo. Para motoristas e usuários de serviços de transporte, a simplificação tributária e a redução de custos podem resultar em tarifas menores e maior acessibilidade. Um IVA reduzido poderia também estimular o setor de transporte, que é crucial para a movimentação de bens e serviços, impactando positivamente na dinâmica de entrega e logística.
Marinho menciona que a elevada alíquota resulta de práticas de lobby, onde algumas indústrias conseguem privilégios fiscais às custas da maioria. Isso gera um ambiente em que muitos motoristas e pequenos empresários enfrentam desafios financeiros, podendo levar a um aumento de sonegação e evasão fiscal, o que afeta diretamente a economia local e nacional.
Outra abordagem inicial da equipe de Flávio Bolsonaro era a suspensão das regras atuais por um ano. Marinho enfatiza que uma transição planejada é essencial para evitar problemas como evasão fiscal. A incerteza na implementação pode causar receios e complicações que, se não geridas adequadamente, podem afetar a mobilidade urbana e o cotidiano dos motoristas.
CRÍTICAS AO GOVERNO ATUAL
Marinho também fez observaçōes sobre a dívida pública e os altos juros reais, que impactam toda a economia. Ele criticou o atual governo, que, segundo ele, criou diversos impostos novos e tem tratado questões de corrupção e ineficiência.
“Ninguém aguenta mais um governo que, durante essa gestão, aumentou ou criou 30 novos impostos, que está dando prejuízo aos estatais, que está dominado pela corrupção e pela ineficiência”, disse Marinho, chamando atenção para a necessidade de uma gestão mais eficiente que favoreça toda a sociedade.
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Fonte: motorista.com.br






