Membros do IBL enfatizam a relevância do controle da saturação portuária.

Integrais do IBL Destacam Importância do Monitoramento da Saturação dos Portos

Conselheiros e membros de entidades associadas ao Instituto Brasil Logística (IBL) enfatizaram a relevância da criação do Monitoramento da Saturação Portuária (MSP). Esta iniciativa, do Ministério de Portos e Aeroportos, visa antecipar gargalos e guiar o planejamento da infraestrutura portuária no Brasil.

O presidente do Conselho Gestor do IBL e da ABTP, Jesualdo Silva, destacou que esse monitoramento é essencial, especialmente pela significativa contribuição dos portos para o comércio exterior brasileiro. "Mais de 97% de nossa balança comercial depende do setor portuário. É vital acompanhar tudo que é necessário para manter sua eficiência e expandir suas capacidades," afirmou Silva.

Ele também ressaltou que o planejamento antecipado é crucial, já que os investimentos em infraestrutura têm um horizonte de longo prazo. "Não podemos esperar os problemas surgirem para resolvê-los; perdemos muito com isso."

Para Angelino Caputo, presidente-executivo da ABTRA, o MSP proporcionará uma compreensão mais aprofundada dos pontos de restrição na infraestrutura. "Uma excelente iniciativa! O que pode ser medido pode ser melhorado. Conhecer esses fenômenos com uma abordagem científica ajudará na correção e no planejamento das capacidades futuras."

Integração entre Portos e Ferrovias

Davi Barreto, presidente da ANTF, destacou a importância de alinhar o planejamento dos portos com os corredores ferroviários que os abastecem. Segundo ele, o MSP representa um avanço significativo nesse sentido. "A expansão da capacidade deve ocorrer de forma coordenada. Não adianta aumentar a capacidade das ferrovias se os portos não estiverem preparados para receber esse crescimento — e vice-versa."

Marcio Guiot, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da JBS Terminais, enfatizou a necessidade de antecipar os gargalos. "Não podemos esperar o porto ficar saturado para planejar sua expansão. As obras de infraestrutura levam anos entre a fase de planejamento e a implementação. Precisamos identificar os gargalos antes que eles ocorram."

Guido também lembrou da importância dos acessos. "De nada adianta um porto eficiente se a carga não consegue ser transportada com a mesma eficiência."

Experiência de Paranaguá

Edson Aguiar, presidente do SINDOP, elogiou a experiência de Paranaguá na supervisão da capacidade portuária. Ele acredita que o monitoramento deve abranger três áreas: operação, ampliação de capacidade e melhoria dos acessos. Aguiar mencionou ferramentas como o Carga Online e o Índice de Saturação do Porto de Paranaguá (ISPP), que demonstram avanços nos investimentos e na eficiência.

Governo Cria Grupo de Trabalho

O Ministério de Portos e Aeroportos instituiu um Grupo de Trabalho (GT) para implementar o MSP, coordenado pela Secretaria Nacional de Portos (SNP). Este grupo terá a missão de, anualmente, analisar a relação entre a demanda prevista e a capacidade da infraestrutura portuária. O trabalho considerará distintos grupos de carga e produtos e avaliará terminais e acessos, permitindo identificar possíveis restrições antes que elas afetem a movimentação de cargas.

Esse monitoramento não só beneficia a eficiência dos portos, mas também impacta diretamente a mobilidade geral no Brasil. Ao melhorar a infraestrutura e diminuir os gargalos, é possível otimizar o transporte de mercadorias, que é fundamental para o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida da população.

Fonte: IBL

Equipe Redação

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