Mudanças nas entregas: R$ 8,50 por entrega e 30% na mobilidade.

R$ 8,50 por entrega e até 30% de taxa na mobilidade: o que muda no trabalho por aplicativo com o Projeto de Lei

O deputado Augusto Coutinho apresentou, em 7 de outubro, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, o relatório do Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025, que visa regulamentar o trabalho por aplicativos no Brasil. A proposta não só define uma remuneração mínima para entregas, mas também estabelece regras para as plataformas e implementa a contribuição previdenciária obrigatória.

Você já se perguntou como isso pode impactar o dia a dia dos motoristas e a mobilidade em geral? Vamos explorar.

Autonomia mantida, sem vínculo empregatício

Um dos pilares do projeto é a manutenção do modelo autônomo de trabalho, permitindo que os motoristas atuem sem vínculo empregatício com as plataformas. Isso preserva a liberdade de horários e a flexibilidade que muitos trabalhadores buscam. No entanto, mesmo dentro desse modelo, as novas regulamentações oferecem garantias mínimas que poderão trazer mais segurança aos motoristas. Isso é crucial, pois um ambiente de trabalho mais estável pode resultar em motoristas mais satisfeitos, impactando positivamente a qualidade do serviço prestado.

Remuneração mínima para entregas

A introdução de um valor mínimo de R$ 8,50 por entrega e a opção de pagamento por tempo de trabalho são medidas significativas. Para muitos motoristas, que frequentemente enfrentam altos custos operacionais, essa mudança pode representar uma alívio financeiro. Além disso, um motorista melhor remunerado tende a oferecer um serviço de qualidade superior, influenciando diretamente a experiência do usuário e a eficiência da mobilidade urbana.

Limite nas taxas das plataformas

O projeto também estabelece limites para as taxas cobradas às plataformas. Com um teto de até 30% por corrida ou serviço, as empresas terão que ser mais transparentes e justas em suas cobranças. Isso não só beneficia os motoristas, mas também pode resultar em preços mais justos para os usuários. Quando os motoristas estão financeiramente mais estáveis, isso pode levar a mais pessoas dispostas a usar serviços de transporte, melhorando a mobilidade urbana e reduzindo o número de veículos nas ruas.

Transparência nos algoritmos e bloqueios

A falta de transparência nas decisões automatizadas é uma preocupação legítima entre motoristas. A proposta de revisão de decisões e a exigência de explicações sobre critérios de distribuição de corridas podem criar um sistema mais justo e equitativo. Com um ambiente de trabalho mais transparente, os motoristas poderão se sentir mais valorizados e, consequentemente, mais motivados a se dedicarem a um trabalho de qualidade.

Previdência e contribuição obrigatória

A inclusão dos motoristas no sistema previdenciário é uma mudança significativa. Isso não apenas garante uma rede de proteção social para os trabalhadores, mas também pode contribuir para uma força de trabalho mais comprometida. Quando os motoristas sentem que sua segurança financeira está assegurada, é provável que se disponham a investir mais em suas atividades, otimizando a mobilidade geral.

Outras medidas: seguro e pontos de apoio

A proposta ainda contempla a criação de pontos de apoio para motoristas e entregadores, além da implementação de um seguro obrigatório. Esses pontos não apenas oferecerão infraestrutura básica, mas também promoverão a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Um motorista saudável e bem apoiado pode garantir uma mobilidade mais eficiente e segura para todos.


Em conclusão, o Projeto de Lei Complementar 152/2025 promete mudar a cara do trabalho por aplicativo no Brasil. Com regulamentações que visam proteger os motoristas, assegurar sua remuneração e criar um ambiente de maior transparência, espera-se que esses avanços impactem positivamente a mobilidade urbana como um todo. O futuro do trabalho por aplicativo parece promissor, e com isso, também a qualidade da mobilidade nas cidades.

Equipe Redação

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