Aproveitando as novas opções de crédito do Move Brasil

Como Aproveitar as Novas Linhas de Crédito do Move Brasil – SETCESP
Uma percepção comum sobre o programa Move Brasil é a ideia de que ele é exclusivo para grandes empresas. Na verdade, esse programa é inclusivo, beneficiando transportadores autônomos de cargas (TAC), cooperativas, empresários individuais e empresas de diferentes portes. Essa diversificação abre oportunidades para todos, contribuindo para uma mobilidade mais eficiente no setor de transporte.
Um dos pontos centrais dessa discussão é que as decisões sobre a renovação da frota frequentemente focam apenas nas taxas de juros. Porém, a consideração mais relevante deveria ser o custo total da operação. Antes de perguntar "quanto custa financiar um caminhão novo?", o empresário deve se perguntar: "qual é o custo de manter o meu caminhão atual?".
Veículos mais antigos tendem a acumular despesas maiores em manutenção, demandar mais combustível, e passar mais tempo parados para reparos. Esses custos, embora nem sempre sejam evidentes no fluxo de caixa, impactam diretamente a rentabilidade e eficiência do negócio mês após mês. Por exemplo, imagine uma transportadora que gasta cerca de R$ 35 mil mensais para manter um caminhão. Desse valor, aproximadamente R$ 8 mil são consequências do desgaste, refletindo em manutenção e menor produtividade.
Agora, considere a substituição desse caminhão por um novo, financiado pelo Programa Move Brasil, resultando em uma parcela de R$ 12 mil por mês. À primeira vista, isso pode parecer um aumento de custo. No entanto, se a nova aquisição reduzir as despesas operacionais em R$ 5 mil e aumentar a disponibilidade do veículo para realizar mais viagens, o custo total da operação pode, na verdade, ser inferior ao atual.
Esse é o essencial que o programa Move Brasil traz: a decisão deve se basear no custo total da operação ao longo do tempo, e não apenas na parcela do financiamento. Além disso, a natureza do modelo de negócios também merece atenção. O transporte rodoviário de cargas está cada vez mais integrando estratégias híbridas, que misturam frota própria, veículos de agregados e transportadores autônomos.
Em várias situações, a terceirização pode ser mais vantajosa do que adquirir novos veículos. Contudo, em operações mais dedicadas, com alta utilização ou que exigem maior controle, investir em frota própria pode resultar em ganhos significativos de produtividade e confiabilidade.
Dessa forma, a decisão se torna estratégica. É crucial considerar o perfil da operação, a previsibilidade da demanda e os objetivos futuros da empresa. Assim, os motoristas e as empresas de transporte têm a oportunidade de não apenas melhorar suas operações, mas também contribuir para uma mobilidade mais racional e sustentável no setor.
Fonte: setcesp






