Incertezas sobre investimentos de R$ 10 bilhões em eucalipto em MT

Suspensão de acordo em MT gera incerteza em investimentos de R$ 10 bilhões para produção de eucalipto
A recente suspensão do Termo de Compromisso Ambiental (TCA) em Mato Grosso, que visava regulamentar o uso de lenha de matas nativas para produção de energia nas usinas de etanol de milho, traz um cenário de incerteza para os investimentos estimados em R$ 10 bilhões na expansão da produção de eucalipto até 2030. Este montante poderia mais que dobrar a área destinada ao cultivo de eucalipto no estado, passando de 165 mil para 400 mil hectares.
Com a suspensão, as metas de crescimento das florestas plantadas e a redução do uso de biomassa oriunda da vegetação nativa não foram efetivamente implementadas. Isso gera um descontentamento entre investidores que esperavam orientação clara para a expansão do plantio de eucalipto, um recurso considerado renovável e essencial para minimizar os impactos ambientais do etanol de milho.
A madeira de eucalipto representa uma alternativa sustentável ao uso da biomassa nativa, essencial à indústria de etanol em rápido crescimento. Contudo, a possibilidade de flexibilização das regras leva a temores sobre um possível retrocesso nas práticas de reflorestamento em um estado que abriga um grande número de usinas de etanol.
A preocupação é que essa flexibilização, que permitiria o uso de 5% de madeira nativa, possa prejudicar ainda mais a expansão necessária para atender os requisitos do TCA. A utilização de florestas nativas para atender à demanda da produção de energia torna-se uma questão crítica, já que isso pode aumentar a pressão sobre ecossistemas já vulneráveis, comprometendo assim a sustentabilidade da mobilidade no estado.
Para os motoristas e a mobilidade geral, a produção sustentável de biocombustíveis como o etanol é crucial. Um aumento no uso de eucalipto pode resultar em etanol mais sustentável, com impacto positivo nas emissões e na qualidade do ar. A incerteza em torno do investimento pode atrasar inovações e ampliações necessárias, refletindo na capacidade do setor de fornecer uma alternativa verde para os combustíveis fósseis.
Além disso, a expansão das florestas de eucalipto pode contribuir para a reabilitação de áreas de pastagens degradadas, promovendo melhores práticas agrícolas e ampliando a oferta de energia renovável no estado. Portanto, assegurar um marco regulatório claro é vital não apenas para os investidores, mas também para a mobilidade e sustentabilidade em Mato Grosso.
Fonte: Money Times





