Méliuz (CASH3) aprova recompra de 10% das ações, mesmo com pressão do Bitcoin.

Bitcoin Pressiona Balanço do Méliuz (CASH3) e Aprovada Recompra de Ações
O Méliuz (CASH3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com um prejuízo líquido de R$ 22,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões do ano anterior. Este resultado foi significativamente impactado por uma contabilização negativa de R$ 32,1 milhões relacionada à carteira de bitcoin (BTC) da empresa. No entanto, desconsiderando esse efeito, o lucro líquido ajustado foi de R$ 9,7 milhões, uma alta de 14% na comparação anual.
Além do resultado financeiro, o Méliuz anunciou um novo programa de recompra de até 8,1 milhões de ações, totalizando 10% do free float da empresa. Esta decisão fundamenta-se na percepção de que as ações estão sendo negociadas abaixo do seu valor intrínseco, considerando a recompra como uma alternativa viável de alocação de capital.
Entre os fundamentos dessa estratégia estão o crescimento operacional, a sólida posição de caixa e a ausência de endividamento, juntamente com um Ebitda ajustado acumulado de R$ 109 milhões em doze meses.
A receita líquida alcançou R$ 115,7 milhões entre abril e junho, um aumento de 18% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pela operação de Shopping Brasil, que registrou um crescimento de 32% na receita. O Ebitda ajustado foi de R$ 17,3 milhões, com crescimento de 38% na comparação anual, embora o Ebitda consolidado, incluindo o impacto do bitcoin, tenha ficado negativo em R$ 14,8 milhões.
Nesse cenário, com uma geração de caixa de R$ 21,3 milhões e uma posição de caixa de R$ 75,5 milhões ao final de junho, o Méliuz manteve ativos líquidos de aproximadamente R$ 258,8 milhões. A ausência de endividamento financeiro é um fator importante que sustenta sua estratégia de recompra e aumento da exposição ao bitcoin.
Adicionalmente, a empresa ampliou sua estratégia de tesouraria baseada em bitcoin, integrando caixa, bitcoins e instrumentos financeiros relacionados ao criptoativo. O plano visa usar derivativos vinculados ao bitcoin, garantindo que as operações sejam realizadas sem alavancagem e dentro de limites de risco definidos.
Impacto para Motoristas e Mobilidade
Os desdobramentos financeiros do Méliuz também podem ter reflexos na mobilidade geral e no setor de serviços, especialmente para motoristas. A crescente adoção do bitcoin e a diversificação de ativos podem sinalizar uma mudança nas formas de pagamento e nas recompensas oferecidas a consumidores e motoristas. Isso pode impactar a forma como os motoristas recebem pagamentos por seus serviços, potencialmente promovendo sistemas de recompensas que utilizam criptomoedas, oferecendo alternativas mais flexíveis e rápidas.
Além disso, as decisões estratégicas do Méliuz podem influenciar outras empresas a adotarem tecnologias emergentes, como o blockchain, que podem revolucionar a forma como transações são realizadas no setor de mobilidade. Essa inovação poderá, no futuro, aumentar a eficiência e reduzir custos operacionais, beneficiando motoristas e consumidores na busca por um trânsito mais fluido e acessível.
Fonte: Money Times.





