Caminhões Scania a hidrogênio começam a operar no Grupo Colruyt

Imagem de Grupo Colruyt

O Grupo Colruyt acaba de iniciar as operações com os primeiros caminhões Scania FCEV, equipados com células de combustível de hidrogênio. Esse modelo pioneiro gera eletricidade a partir do hidrogênio, resultando apenas em água como subproduto, o que caracteriza sua total ausência de emissões poluentes.

A Scania considera essa tecnologia uma alternativa valiosa aos caminhões elétricos a bateria, principalmente para rotas de longa distância onde a infraestrutura de abastecimento de hidrogênio está disponível. Essa transição para veículos sustentáveis pode impactar positivamente não apenas a operação da empresa, mas também a mobilidade urbana e a qualidade do ar nas cidades.

A parceria entre a montadora e o Grupo Colruyt está inserida na iniciativa Scania Pilot Partner, lançada em 2021, que visa promover a inovação através da colaboração com clientes selecionados. O escopo do projeto inclui a avaliação de diversas tecnologias e métodos, proporcionando um ambiente propício para o desenvolvimento de soluções logísticas mais limpas e eficientes.

O Grupo Colruyt é o primeiro cliente na Bélgica a utilizar dois caminhões a hidrogênio em suas operações logísticas diárias. A Scania, por sua vez, conta atualmente com uma frota limitada a vinte veículos equipados com essa tecnologia emergente, mas os benefícios são promissores.

Elétrico utilizando hidrogênio

Ao contrário dos caminhões puramente elétricos que dependem de conexão à rede elétrica, os modelos movidos a hidrogênio produzem sua própria eletricidade, garantindo autonomia sem necessidade constante de recarga. Equipados com uma célula de combustível capaz de gerar até 300 kW, esses veículos são uma alternativa eficiente para o transporte pesado, gerando energia durante a condução enquanto mantêm a mobilidade.

Imagem de Grupo Colruyt

Com potência contínua de 400 kW e até 480 kW de recuperação durante a frenagem, esses caminhões não só otimizam o desempenho e a eficiência energética, mas também contribuem para a redução do custo operacional no longo prazo.

O desenho dos caminhões permite o rodar com até 50 toneladas, destacando-se pela sua configuração técnica que favorece a eficiência nas operações de transporte. O hidrogênio é armazenado em tanques de alta pressão, e as baterias podem ser carregadas através de uma tomada CCS2 quando necessário, oferecendo flexibilidade ao sistema.

A estratégia colaborativa entre Scania e Grupo Colruyt começou em 2020, resultando em um desenvolvimento otimizado que considera tanto a capacidade técnica do caminhão quanto sua aplicabilidade nas rotinas de distribuição do Grupo. Essa colaboração busca não só a eficiência do veículo, mas também a harmonização com os processos logísticos já estabelecidos, melhorando a integração e a eficiência nas operações.

Um desafio significativo enfrentado foi a homologação do veículo, que demandou tempo e esforço conjunto entre diversos envolvidos para atender às exigências normativas europeias. Esse trabalho facilitou a liberação para testes em vias públicas, simbolizando um passo importante rumo à viabilização dos caminhões a hidrogênio no setor de transporte na Europa.

Célula de combustível

A célula de combustível dentro do caminhão atua como uma mini usina geradora de energia, convertendo a energia química do hidrogênio diretamente em elétrica, com emissões apenas de vapor d’água. Essa tecnologia proporciona aos caminhões elétricos a combustão as vantagens do torque imediato, essencial para o transporte pesado.

Pela redução no tamanho das baterias necessárias, esses veículos mantêm uma maior capacidade de carga e mesmo com autonomia superior a 800 km, podem ser reabastecidos em apenas 10 a 15 minutos. Essa eficiência não só promete otimizar as rotas de transporte, mas também pode influenciar diretamente na dinâmica da mobilidade urbana na medida em que mais empresas adotam tecnologias sustentáveis.

Equipe Redação

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