Drogômetro identifica 12 substâncias na saliva; descubra quais são.

Drogômetro poderá detectar 12 drogas pela saliva; veja quais serão detectadas

Uma mudança recente nas regras de fiscalização de trânsito introduziu um teste que deve chamar bastante a atenção dos motoristas, especialmente aqueles que passam longas horas nas rodovias. O drogômetro, que analisa a saliva, é capaz de identificar a presença de substâncias psicoativas durante abordagens.

A Resolução nº 1.031/2026 do Conselho Nacional de Trânsito, publicada em agosto, regulamentou o uso desse equipamento. Diferente do bafômetro, que mede a concentração de álcool, o teste para drogas apresenta resultados qualitativos: ele identifica a substância consumida, mas não informa a quantidade presente no organismo.

Os aparelhos que podem ser utilizados para esse teste têm a capacidade de detectar 12 substâncias diferentes, conforme informação divulgada pelo Inmetro. Dentre elas estão: anfetamina, cocaína, MDMA (ecstasy), 6-MAM (marcador relacionado à heroína), LSD, Delta-9-THC da cannabis, fentanil, cetamina, K2 (canabinoides sintéticos), morfina, metanfetamina e MDPV.

Para os caminhoneiros, essa inovação representa uma diferença crucial em comparação com o exame toxicológico periódico exigido para as categorias C, D e E. O drogômetro opera com fluido oral e busca sinais de consumo recente, enquanto o teste toxicológico tradicional utiliza cabelo ou pelos, oferecendo uma janela de detecção muito maior.

Um aspecto importante a ser considerado é a relação entre medicamentos e o uso do drogômetro. A presença de substâncias como morfina ou anfetaminas pode afetar motoristas que utilizam remédios controlados, tornando necessária a atenção ao princípio ativo prescrito. Entretanto, isso não significa que qualquer medicamento resultará em um teste positivo; o aparelho é programado para detectar substâncias específicas.

Além disso, algumas formulações à base de cannabis podem conter THC em concentrações que gerariam resultados positivos, mesmo que o CBD não seja uma substância procurada pelo equipamento.

É fundamental entender que um resultado positivo no drogômetro não funciona como um "bafômetro de drogas" isoladamente. O Ministério dos Transportes esclarece que o uso do equipamento deverá ser realizado em conjunto com a verificação de sinais de alteração na capacidade psicomotora do motorista. Importante ressaltar que a nova norma não criou uma nova infração de trânsito, pois dirigir sob a influência de álcool ou substâncias psicoativas já é uma infração gravíssima conforme o Código de Trânsito Brasileiro.

Embora a repercussão tenha sido significativa, isso não implica que os caminhoneiros encontrarão drogômetros em todas as rodovias imediatamente. A Polícia Rodoviária Federal ainda não conta com esses aparelhos em sua frota operacional, mas a resolução permite a compra dos equipamentos, treinamento dos agentes e a futura implantação nas fiscalizações.

Para os motoristas profissionais, essa mudança exige atenção, pois o novo teste se difere bastante do tradicional já conhecido. Em vez de uma coleta realizada para a manutenção da CNH, a análise poderá ocorrer diretamente durante uma fiscalização de trânsito, impactando a rotina dos profissionais que vivem do volante.

Fonte: brasildotrecho

Equipe Redação

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