Pecém impulsiona crescimento com Transnordestina e navios elétricos

O Porto do Pecém, no Ceará, está em vias de uma significativa transformação, impulsionando tanto a capacidade logística quanto a descarbonização de suas operações. Com a preparação para receber cargas da Transnordestina a partir de 2028, o terminal se destaca ao iniciar em setembro um sistema que fornece energia elétrica para navios atracados. Essa inovação permitirá que as embarcações desliguem seus motores auxiliares a diesel durante sua permanência no cais.
O projeto de shore power, com investimento de R$ 13,2 milhões, está sendo implementado no Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT) e também beneficiará guindastes móveis MHC, que atualmente funcionam com diesel. Com a substituição dos motores a diesel pela eletricidade, estima-se que cerca de 796 toneladas de CO₂ deixarão de ser emitidas anualmente, reduzindo não apenas gases de efeito estufa, mas também poluentes locais e ruídos gerados pelos motores auxiliares. Essa mudança é crucial para melhorar a qualidade do ar e a experiência dos moradores nas proximidades do porto, além de contribuir para a agenda ambiental do estado e do país.
Energia renovável chega aos navios
A implantação do shore power é parte de um esforço mais amplo de eletrificação no Porto do Pecém, onde aproximadamente 65% das movimentações portuárias já utilizam equipamentos elétricos. A energia consumida é adquirida no mercado livre, com um contrato de R$ 41 milhões, que não apenas abastecerá as operações atuais, mas também permitirá a expansão da eletrificação no terminal. Essa transição para energia renovável não só reduz custos a longo prazo, mas também posiciona o porto como um exemplo de sustentabilidade na indústria portuária, reforçando a importância de iniciativas ecoeficientes para motoristas e transportadores que buscam operações mais limpas.
Transnordestina muda escala da operação
Simultaneamente à eletrificação, o Pecém se prepara para uma transformação na infraestrutura terrestre. As obras do Terminal de Uso Privado (TUP) da Nordeste Logística, que terá conexão com a Ferrovia Transnordestina, começaram em junho. Com um investimento de R$ 1,3 bilhão e previsão de início das operações em 2028, espera-se que o terminal movimente até 30 milhões de toneladas anuais, proporcionando uma alternativa eficiente para o transporte de cargas, especialmente grãos, minérios e fertilizantes. Essa modernização da logística beneficiará diretamente os motoristas, otimizando o fluxo de transporte e reduzindo os custos operacionais, associados a rotas mais longas e ineficientes.
Com um terminal que já movimentou 20,96 milhões de toneladas em 2025, um aumento impressionante de 7% em relação ao ano anterior, a expansão das operações reforça a importância dos projetos de modernização em andamento. A ferrovia Transnordestina, que se estende por 1.206 quilômetros, promete não só facilitar o acesso ao porto, mas também contribuir para a descarbonização do transporte terrestre, alinhando-se com as tendências globais de sustentabilidade e eficiência.
Em suma, a combinação da modernização portuária em Pecém com a eletrificação das operações e a ampliação da infraestrutura de transporte é um exemplo de como iniciativas sustentáveis podem impactar positivamente motoristas, transportadoras e a mobilidade geral, promovendo um futuro mais limpo e eficiente para todos.
Fonte: transporte moderno






