Café com a FRENLOGI discute efeitos do fim da escala 6×1 na logística e infraestrutura.

Café com a FRENLOGI Debate os Impactos do Fim da Escala 6×1 nos Setores de Logística e Infraestrutura
Durante o 18º Café com a FRENLOGI, o presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura, senador Wellington Fagundes, sublinhou a importância da colaboração entre setores público e privado para entender as repercussões do fim da escala 6×1 nas atividades de logística e infraestrutura. A conversa contou com a presença de parlamentares, autoridades governamentais e representantes do setor, destacando que a geração de empregos é crucial para o desenvolvimento econômico.
O senador Carlos Portinho também enfatizou que os impactos dessa mudança devem ser considerados no debate, especialmente no setor logístico. Ele destacou a necessidade de diálogo aberto entre o governo e as partes interessadas para viabilizar meios respeitosos e eficientes de regulamentação.
O senador Zequinha Marinho focou nas questões de infraestrutura, com ênfase nas necessidades do Pará, como a finalização da Ferrovia Norte-Sul e o licenciamento ambiental relacionado à exploração de petróleo. Esses aspectos evidenciam como uma infraestrutura adequada é fundamental tanto para a mobilidade regional quanto para a eficiência logística.
O Papel do Governo
Francisco Macena, secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, trouxe à tona as discussões governamentais sobre a regulamentação da Emenda Constitucional nº 141/2026. Sua proposta de implementar escalas diferenciadas, permitindo oito dias de descanso mensal, pode facilitar a organização das jornadas de trabalho em setores que operam continuamente, como o logístico e o portuário.
Essa flexibilidade é vital para a segurança e continuidade dos serviços. Profissionais do setor, como caminhoneiros e trabalhadores de plataformas de petróleo, precisam de jornadas que considerem suas particularidades, garantindo não apenas a eficiência operacional, mas também a segurança no transporte de bens essenciais.
Desafios e Perspectivas
Embora a iniciativa de buscar soluções que respeitem as necessidades de trabalhadores e empresas seja positiva, diversos representantes do setor expressaram preocupações. O diretor de Relações Governamentais da ANATC, Carley Welter, mencionou a complexidade que motoristas enfrentam ao equilibrar as novas exigências legais com a legislação vigente. Isso coloca em risco a continuidade do abastecimento do país.
Leonardo Ribeiro, do SOPESP, também indicou que as particularidades da contratação de trabalhadores avulsos dificultam a adaptação às novas normas. É uma realidade que reforça a necessidade de soluções que sejam rápidas e efetivas, sem prejudicar a qualidade do serviço prestado.
O CEO do MoveInfra, Ronei Glanzmann, complementou que deve-se considerar a continuidade das operações logísticas e a segurança operacional ao planejar novas escalas de trabalho. Essas discussões não apenas afetam os integrantes do setor, mas refletem diretamente na mobilidade de produtos e, por consequência, no dia a dia da população.
Conclusão
O Café com a FRENLOGI evidenciou que o término da escala 6×1 apresenta desafios significativos, mas também oportunidades para reestruturação e comunicação entre os setores envolvidos. As decisões tomadas agora podem impactar diretamente não só a logística e infraestrutura, mas também a mobilidade geral no país. É imperativo que o diálogo entre governo e setor privado siga em frente, garantindo que regulamentações sejam não apenas justas, mas também práticas e benéficas para todos.
Fonte: ibl.






