Logística no Brasil pode custar R$ 2,2 trilhões até 2026.

Empresas já preveem novo aumento nos custos logísticos em 2027, apontando para um cenário que preocupa a mobilidade no Brasil.
Os gastos com logística no Brasil devem ultrapassar R$ 2,2 trilhões em 2026, representando 16,1% do PIB. Essa marca não é apenas um número; é um reflexo intenso dos desafios enfrentados pelo setor e pelas empresas no país.
A pesquisa realizada pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), que abrangeu as maiores empresas do país, revela que a logística já consome cerca de 9,5% da receita líquida das empresas brasileiras. Esse valor varia significativamente entre setores, com o material de construção liderando o consumo logístico, enquanto tecnologia e telecomunicações têm um impacto menor.
A evolução dos custos de estoque
Um aspecto preocupante é que o custo de estoque saltou de 2,9% do PIB em 2020 para 5,6% em 2025, refletindo uma pressão significativa sobre as empresas. A alta taxa de juros, que elevou a Selic, acentuou essa situação, tornando o capital imobilizado em mercadorias um custo estrutural e impactando a competitividade das empresas.
Perspectivas desafiadoras para 2027
A previsão para 2027 não é alentadora. Cerca de 69% das empresas esperam um aumento nos custos de transporte, e 31% preveem uma alta nos custos de estoque. Essas elevações irão pressionar ainda mais as margens das empresas e, consequentemente, os preços ao consumidor.
Essas taxas elevadas de custos logísticos não afetam apenas os empresários; têm impactos diretos na mobilidade urbana e na qualidade de vida da população. Com custos crescentes, é provável que as empresas acabem repassando esses gastos para os consumidores, elevando o preço de produtos e serviços. Isso pode gerar congestionamentos nas ruas e uma maior demanda por soluções de transporte alternativo.
A gestão de logística eficiente é, portanto, essencial não só para a saúde financeira das empresas, mas também para a mobilidade geral. Investir em tecnologias que otimizem o transporte, como rotas mais eficientes e o uso de veículos elétricos, pode mitigar custos e, ao mesmo tempo, contribuir para um trânsito mais eficaz e sustentável.
O Brasil enfrenta um desafio que exige um esforço coletivo: tanto empresas quanto motoristas e cidadãos deverão se adaptar a este novo cenário logístico. Portanto, entender as implicações desses gastos é vital para todos, permitindo que, juntos, possamos construir um futuro mais eficiente e sustentável.
Fonte: Abralog






