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100 empresas de ônibus que deixaram legado: Itapemirim é a mais famosa. - Motorista.com.br 100 empresas de ônibus que deixaram legado: Itapemirim é a mais famosa. - Motorista.com.br

100 empresas de ônibus que deixaram legado: Itapemirim é a mais famosa.

Quem viajava de ônibus nas décadas de 1980, 1990 e começo dos anos 2000 provavelmente guarda na memória nomes que hoje já não aparecem com a mesma frequência nas rodoviárias. Algumas empresas fecharam, outras foram incorporadas e várias marcas acabaram desaparecendo das estradas, impactando diretamente a mobilidade urbana e interurbana do país.

Um levantamento recente reuniu mais de mil comentários de seguidores no Facebook para descobrir quais empresas mais marcaram a infância e a juventude dos passageiros. A partir das respostas, foram separadas 100 empresas, refletindo o papel relevante que essas marcas desempenharam na formação de memórias afetivas e na acessibilidade das viagens.

A Viação Itapemirim apareceu como a mais lembrada. Durante décadas, seus ônibus amarelos ligaram diferentes regiões do Brasil, tornando-se uma das imagens mais icônicas do transporte rodoviário nacional. A presença de empresas como a Itapemirim não só revolucionou a forma como as pessoas viajavam, mas também contribuiu para o fortalecimento da infraestrutura rodoviária e a promoção do turismo interno.

A história da empresa passou por uma forte crise. Em abril de 2022, a Agência Nacional de Transportes Terrestres suspendeu todas as linhas que ainda eram operadas pela Itapemirim, evidenciando desafios estruturais no setor. Com a falência de várias empresas que formavam o Grupo Itapemirim, o cenário da mobilidade no país sofreu um abalo, levando à diminuição das opções de transporte para quem depende desse modal. A importância da solidificação de empresas no setor é crucial para garantir a continuidade e a qualidade do serviço de transporte.

Outros nomes bastante lembrados foram Viação São Geraldo, Expresso Brasileiro, Nacional Expresso, Pluma Conforto e Turismo, Transbrasiliana, Breda, Caprioli, Expresso Maringá, Princesa do Ivaí, Ouro Branco, Transpen e Litorânea. Essas marcas, que marcaram uma época, apresentam um panorama da mobilidade que, embora tenha evoluído, enfrenta novos desafios no atual contexto econômico e social.

A relação atravessa praticamente todo o país, incluindo empresas regionais como Caruaruense e Princesa do Agreste, em Pernambuco; Marte, Falcão Real e São Luiz, na Bahia; Teresa Cristina e Campo Belo, em Minas Gerais; Estrela Azul e Lapeana, no Paraná, além de dezenas de antigas viações paulistas. A diversidade geográfica dessas empresas evidencia como a mobilidade rodoviária era vital para conectar pessoas e localidades, favorecendo o desenvolvimento local e a troca cultural.

Até empresas urbanas entraram entre as mais lembradas. CMTC, de São Paulo, Auto Diesel, do Rio de Janeiro, e Vicasa, do Rio Grande do Sul, receberam votos de passageiros que cresceram vendo os veículos circulando diariamente pelas cidades. Essa fusão de memórias entre o transporte intermunicipal e urbano reforça a ideia de que a mobilidade vai além de um simples deslocamento; é uma experiência que molda a vida das pessoas.

Alguns nomes citados no levantamento não desapareceram totalmente. Há marcas que continuam ligadas a grandes grupos ou ainda aparecem em determinadas operações. Um exemplo são Real Expresso, UTIL e Rápido Federal, que seguem recebendo veículos em operações do Grupo Guanabara. Essa continuidade, mesmo que sob novas administrações, é fundamental para a revitalização do setor, garantindo que as lições do passado ajudem a construir um futuro mais robusto para a mobilidade no Brasil.

Para quem viveu a época das grandes rodoviárias lotadas, bilhetes impressos e viagens de muitas horas em ônibus convencionais, nomes como Itapemirim, São Geraldo, Pluma e Transbrasiliana acabaram virando parte da memória de uma geração de passageiros. Essas marcas não apenas transportaram pessoas; elas foram responsáveis por conectar histórias e sonhos, formando um elo entre o passado e o presente da mobilidade rodoviária.

Fonte: brasildotrecho

Equipe Redação

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