NEVASCAS: Bloqueio na fronteira Chile-Argentina causa perdas de US$ 10 milhões a transportadoras brasileiras

NEVASCAS: Bloqueio na Fronteira entre Chile e Argentina Gera Prejuízo de US$ 10 Milhões e Impacta Empresas Brasileiras de Transporte de Cargas
O fechamento prolongado do Sistema Integrado Cristo Redentor (Paso Los Libertadores), fundamental para a circulação de mercadorias entre Chile e Argentina, está causando uma das crises logísticas mais severas da América do Sul nos últimos anos. Desde julho, o corredor rodoviário está interditado devido a intensas nevascas e o elevado risco de avalanches, resultando em aproximadamente 30 dias de fechamento—um dos mais críticos da história do complexo fronteiriço.
Com cerca de 6,6 metros de neve acumulada, as equipes de emergência estão trabalhando intensamente na remoção do gelo e na avaliação de riscos. No entanto, a reabertura só pode ser realizada quando as condições forem totalmente seguras, o que aumenta a incerteza sobre a normalização do tráfego.
O impacto no transporte internacional é significativo. Mais de dois mil caminhões, incluindo muitos brasileiros, estão parados, principalmente na província de Mendoza, aguardando liberação. Este bloqueio afeta diretamente operações de comércio exterior, sendo crucial para o envio de veículos, alimentos, medicamentos, e produtos diversos para o Chile. A interrupção desse fluxo representa não apenas um abalo econômico, mas também compromete a dinâmica da mobilidade na região.
Com os prejuízos estimados em US$ 10 milhões, as transportadoras enfrentam custos operacionais elevados por conta da permanência das cargas paradas. Isso inclui gastos com alimentação dos motoristas, reprogramação de itinerários e risco de vencimento de prazos aduaneiros. A insegurança quanto a prazos e entregas afeta toda a cadeia logística internacional, criando um efeito dominó que pode comprometer não apenas as empresas de transporte, mas também a economia regional de uma forma mais abrangente.
A situação destaca a importância da interdependência entre os países sul-americanos e a necessidade de protocolos eficientes para lidar com emergências que impactam o comércio. O vice-presidente da NTC&Logística, Danilo Guedes, enfatiza que “a segurança deve ser prioridade diante das condições climáticas extremas”, mas também salienta a urgência de uma ação coordenada entre os governos dos países envolvidos para mitigar os efeitos de crises como essa.
Por fim, mesmo após a reabertura, um retorno rápido à normalidade é improvável. A liberação dos caminhões represados exigirá colaboração eficaz entre os dois países. Portanto, é imprescindível que medidas excepcionais sejam implementadas para restabelecer o fluxo de cargas de maneira ágil, garantindo não apenas a continuidade das operações, mas também a competitividade e eficiência das cadeias produtivas na região.






