CNT apresenta plano de R$ 2,03 trilhões em transporte a candidatos.

CNT entrega proposta de R$ 2,03 trilhões em transportes a presidenciáveis

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresentou um documento abrangente intitulado “O Transporte Move o Brasil — Propostas da CNT ao País”, que reúne uma lista de 2.837 projetos prioritários e sugere investimentos que totalizam R$ 2,03 trilhões para os próximos anos. Este material, fundamental para moldar o futuro da infraestrutura nacional, será apresentado formalmente aos presidenciáveis no Fórum CNT de Debates, previsto para agosto.

A proposta é um reflexo da crescente necessidade de investimentos em transporte no Brasil. O valor estimado é quase o dobro da quantia mencionada em uma avaliação similar há uma década, quando a CNT estimou a necessidade de aproximadamente R$ 1 trilhão. Esta atualização ressalta não apenas a urgência das obras, mas também o reconhecimento dos desafios logísticos enfrentados pelo país, que detém um dos maiores gargalos do mundo entre as grandes economias. A combinação de investimentos públicos insuficientes, infraestrutura rodoviária deficiente e uma participação modesta do transporte ferroviário agrava ainda mais a situação.

Os eixos principais da proposta incluem a modernização de sistemas de transporte nas grandes cidades, expansão da malha ferroviária e melhorias em terminais portuários e hidrovias. Esses investimentos são cruciais, pois uma infraestrutura mais robusta pode promover a eficiência no transporte de pessoas e mercadorias, beneficiando diretamente motoristas e passageiros, além de contribuir para a mobilidade urbana.

Outro ponto importante abordado é a necessidade de transformar os investimentos em infraestrutura de transporte em uma política de Estado. A continuidade nas gestões é vital para garantir que projetos importantes não sejam interrompidos, impedindo o avanço das iniciativas. Esse compromisso pode resultar em melhorias a longo prazo na qualidade das vias e no serviço de transporte, impactando positivamente a vida dos motoristas e cidadãos em geral.

A CNT também destaca a importância de financiar essas iniciativas de maneira sustentável. O aumento do financiamento privado, por meio de debêntures e parcerias público-privadas, pode ser um caminho viável para diversificar as fontes de recursos. Para os motoristas, isso pode significar a manutenção e modernização de rodovias, refletindo em viagens mais seguras e eficientes.

Além disso, a discussão sobre impostos é central para a proposta. A CNT advoga que reformas tributárias não aumentem a carga sobre o setor de transporte, garantindo que as operações se mantenham viáveis e competitivas. Isso é essencial para que os motoristas não enfrentem custos adicionais, preservando sua capacidade de investimento e operação.

Por fim, em um ano eleitoral, a CNT busca colocar a infraestrutura de transporte na agenda política, com a esperança de que a relevância econômica do setor, que emprega milhões e atua em quase todos os municípios, influencie as promessas dos candidatos. A proposta se torna um termômetro tanto para o setor público quanto para o privado, estabelecendo um piso mínimo de investimentos que garantam a competitividade do Brasil em relação a outras nações.

Esse é um momento estratégico para reavaliar as prioridades em transporte, não apenas para a economia, mas também para a qualidade de vida de todos os brasileiros. O fortalecimento da infraestrutura de transporte pode traduzir-se em uma mobilidade mais eficaz e acessível, beneficiando motoristas e a sociedade como um todo.

Fonte: www.abralog

Equipe Redação

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