Frete rodoviário cai 6,85% em maio após alta em abril.

Após disparada em abril, frete rodoviário recua 6,85% em maio

O frete rodoviário no Brasil apresentou uma queda de 6,85% em maio em comparação a abril, finalizando o mês em R$ 0,401 por tonelada/km rodado, segundo o Índice Frete.com de Preços (IFP). Este índice, gerado pela Frete.com — uma das maiores plataformas de transporte rodoviário de cargas da América Latina — reflete as dinâmicas do mercado de logística e pode ter impactos significativos tanto para os motoristas quanto para a mobilidade geral.

Após um período de forte valorização em abril, impulsionado pelo escoamento da soja, o mercado agora parece estar se acomodando. No entanto, quando comparado a maio de 2025, o preço médio por tonelada/km ainda está cerca de 18,6% acima, indicando que a demanda no setor logístico se mantém aquecida.

Embora a redução no valor do frete possa inicialmente parecer negativa, é importante considerar seus efeitos a longo prazo. Para os motoristas, a concorrência por preços menores pode resultar em uma maior movimentação de cargas, o que pode compensar a queda nos valores de frete. Mais volumes de transporte significam mais oportunidades de trabalho, especialmente em um cenário onde a atividade do agronegócio ainda é robusta.

A região Sudeste se destacou com os maiores valores médios de frete, atingindo R$ 0,432 por tonelada/km rodado, seguida pelas regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte. As diferenças regionais refletem variáveis como concentração industrial, infraestrutura logística e intensidade da demanda por transporte. A manutenção de valores altos em corredores logísticos importantes, mesmo na desaceleração do índice nacional, sugere que ainda há espaço para crescimento e melhorias na mobilidade.

O agronegócio continua a ser o principal motor da demanda logística. A movimentação de produtos como soja e milho assegura a relevância do transporte rodoviário, com segmentos como os graneleiros e caçambas apresentando altas significativas em comparação ao ano anterior. A preparação para a segunda safra de milho deverá intensificar ainda mais a demanda, proporcionando aos motoristas mais oportunidades de trabalho e movimentação de cargas.

Charles Monteux, CRO da Frete.com, aponta que a queda nos preços é uma acomodação esperada após o pico da movimentação de cargas. No entanto, a expectativa é que, com a entrada da nova safra, a demanda logística retome seu ritmo acelerado.

Em síntese, a recente alteração nos preços do frete rodoviário não deve ser vista apenas como um fator negativo, mas como uma oportunidade de adaptação e resiliência, tanto para os motoristas quanto para o mercado. A mobilidade geral pode ser reforçada por uma estrutura logística mais dinâmica, que se ajusta às demandas variáveis do setor agroindustrial e além.

Equipe Redação

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