Argentina, Paraguai e Uruguai impulsionam caminhões em portos secos

Movimento nos Portos Secos: Implicações para Motoristas e Mobilidade
O movimento de caminhões nos cinco portos secos de fronteira administrados pela operadora logística Multilog apresentou um crescimento de 1% no primeiro trimestre de 2026, com a entrada de 102.771 veículos. Essa leve alta é um reflexo da continuidade da tendência positiva do ano anterior, destacando os portos secos de Santana do Livramento (RS), Dionísio Cerqueira (SC) e Foz do Iguaçu (PR) como os principais centros de movimentação.
Entre janeiro e março de 2026, o Porto Seco de Santana do Livramento registrou um aumento significativo de 9,9%, com 3.344 entradas de caminhões, divididas entre importação e exportação. O Porto Seco de Dionísio Cerqueira seguiu com uma alta de 6,2%, totalizando 6.545 movimentações. No Porto Seco de Foz do Iguaçu, o maior do País e um hub logístico essencial para o Mercosul, o movimento totalizou 50.656 entradas, um aumento de 5,3% em relação ao ano anterior.
A modernização das instalações da Multilog e políticas de incentivos fiscais têm sido cruciais para esse crescimento, tornando o transporte rodoviário de cargas mais competitivo. Para os motoristas, essa eficiência significa não apenas mais oportunidades de carga, mas também uma redução no tempo de espera nos portos secos. O tempo médio de permanência dos caminhões com cargas destinadas à exportação caiu para 15,5 horas, comparado às 19,3 horas do ano passado.
Entretanto, nem todos os portos apresentaram crescimento. No Porto Seco de Jaguarão, houve uma queda de 1% nas movimentações, enquanto o Porto Seco de Uruguaiana registrou uma diminuição de 5,9% no total de entradas. Esses índices podem impactar os motoristas que operam nessas localidades, sugerindo a necessidade de adaptação às novas dinâmicas do mercado.
No contexto da mobilidade geral, o incremento nas operações portuárias pode significar um fluxo melhor de mercadorias e, consequentemente, impacto positivo na economia regional. Para motoristas, isso traduz-se em uma maior eficiência nas rotas e na entrega, além de facilitar a circulação no sistema viário.
Em suma, o movimento nos portos secos da Multilog tem implicações diretas para os motoristas e para a mobilidade do transporte de cargas no Brasil. Com melhorias contínuas e um foco na modernização, espera-se que esses avanços resultem em um ambiente mais ágil e competitivo, beneficiando todos os envolvidos no setor.
Fonte: Transporte Moderno






