Diesel cai no começo de abril, mas sobe na quinzena.

O preço do diesel no Brasil registrou a primeira queda na primeira semana de abril, um alívio que trouxe otimismo momentâneo, especialmente para motoristas e transportadores. No entanto, mesmo com esse recuo, o combustível ainda acumula um aumento relevante no consolidado da quinzena, conforme revelado pelo Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).
Na comparação entre a última semana de março e a primeira de abril, o diesel comum caiu 0,53%, passando de R$ 7,61 para R$ 7,57. Essa ligeira diminuição interrompeu uma sequência de aumentos que se intensificaram desde fevereiro, um período de alta volatilidade no mercado internacional de petróleo. No entanto, o diesel S-10 registrou uma leve alta de 0,16%, alcançando R$ 7,72.
Apesar da redução pontual, a tendência quinzenal ainda é de alta. Entre 13 de março e 14 de abril, o diesel comum escalou de R$ 6,52 para R$ 7,56, enquanto o S-10 subiu de R$ 6,57 para R$ 7,71. Essa pressão nos preços impacta não apenas os motoristas, que enfrentam custos crescentes, mas também a mobilidade como um todo, refletindo na inflação de serviços e produtos que dependem do transporte.
Os demais combustíveis também experimentaram aumentos significativos na quinzena. A gasolina, por exemplo, subiu de R$ 6,50 para R$ 6,92, e o etanol passou de R$ 4,77 para R$ 4,89. Embora as variações recentes sejam mais moderadas, com altas de 0,17% para a gasolina e 0,12% para o etanol, essas mudanças podem afetar o planejamento financeiro de muitos motoristas, além de repercutirem na logística de empresas que dependem desses combustíveis.
Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, ressaltou que essas oscilações não indicam necessariamente uma reversão de tendência. “Embora a primeira semana de abril tenha trazido um leve alívio, o comportamento da quinzena mostra que o combustível ainda acumula uma alta significativa. Essas flutuações são comuns em mercados pressionados por fatores externos, como tensões geopolíticas, que afetam os custos na cadeia”, afirma.
Altas regionais
Regionalmente, o Nordeste apresentou a maior elevação para o diesel comum, com um aumento de 17,07%. O diesel S-10 também subiu na mesma região, com um avanço de 17,54%, atingindo R$ 7,84. No Sudeste, os preços do diesel S-10 aumentaram 18,03%, enquanto o comum subiu 16,49%, assim como nas demais regiões, onde as altas foram expressivas.
Os preços médios mais altos foram observados na região Norte, onde o diesel comum alcançou R$ 7,91 e o S-10 chegou a R$ 7,99. Entre os estados, Roraima destacou-se com os maiores preços, de R$ 8,49 (comum) e R$ 8,43 (S-10), enquanto o Rio Grande do Sul ofereceu os menores valores, de R$ 7,11 e R$ 7,22, respectivamente. A Bahia, por sua vez, liderou em termos de altas percentuais, com um avanço de 23,47% no diesel comum e 23,41% no S-10.
O IPTL é elaborado com base em abastecimentos realizados em milhares de postos credenciados, garantindo elevada precisão na leitura dos preços praticados no país. Esta ferramenta é essencial para motoristas e empresas que buscam otimizar seus custos operacionais e ajustar suas estratégias logísticas em um cenário de constante oscilação nos preços dos combustíveis.
Fonte: transportemoderno






