Logística frigorificada crescerá 4,5% em 2026, apesar de desafios.

Setor de logística frigorificada deve crescer 4,5% em 2026 apesar de desafios operacionais

Em reunião do Comitê Cadeia do Frio da Abralog, Ozoni Argenton destaca que o mercado brasileiro de produtos refrigerados e congelados busca eficiência em meio à pressão por sustentabilidade. A indústria frigorificada no Brasil, conforme dados apresentados, projeta um crescimento de 4,5% em sua capacidade instalada para 2026. Atualmente, o país conta com cerca de 25,8 milhões de m³ de capacidade operacional em 408 unidades, atendendo a segmentos como alimentos, farmacêutico e agronegócios.

Esse crescimento não apenas representa uma expansão significativa do setor, mas também traz implicações diretas para os motoristas e a mobilidade urbana. Com o aumento da demanda por produtos refrigerados, a logística se torna ainda mais crucial. Motoristas que atuam na entrega desses produtos devem estar preparados para enfrentar novos desafios, como a necessidade de infraestrutura adequada e tecnologias que garantam a integridade da carga.

O mercado de operadores logísticos 3PL acabou de encerrar 2025 com receitas de R$ 50 bilhões, com os 15 principais operadores frigorificados respondendo por 35% desse valor. A taxa de crescimento sustentável de 10,50% ao ano sugere não apenas uma expansão econômica, mas também uma maior demanda por mão de obra qualificada e serviços associados, impactando diretamente a mobilidade no transporte de mercadorias.

Desempenho por segmento

A análise por segmento revela um crescimento dispar entre os setores:

  • Agronegócio: 11,0% de crescimento, principalmente devido ao setor pecuário (14,3%) e lavouras (10,4%).
  • Farmacêutico: Alta de 11,1% em volume e 11,5% em faturamento, com a região Sudeste concentrando 44,7%.
  • Foodservice e Fast Food: O segmento de fast food cresceu 10,8%, enquanto o foodservice geral avançou 12,7%.
  • Cadeia Alimentar: Crescimento de 8,02%, com tendência de 6,5% para 2026.

Esses aumentos podem fomentar novas oportunidades para motoristas, pois a demanda será maior para transporte rápido e seguro desses produtos.

Gargalos estruturais e pressão ESG

Apesar dos números animadores, desafios persistem. A energia elétrica, como um dos principais insumos, gera volatilidade de custos nas câmaras frias. Ademais, a pressão por adequação às metas de sustentabilidade requer investimentos significativos, como a substituição de gases refrigerantes por alternativas mais ecológicas. Isso pode incentivar a inovação no setor e impactar positivamente o desenvolvimento de novas tecnologias e práticas de transporte.

A infraestrutura rodoviária deficiente, além da baixa integração multimodal, ainda limita a eficiência na exportação de produtos refrigerados. Estas barreiras não apenas afetam a competitividade das empresas, mas também têm repercussões para motoristas, que podem enfrentar congestionamentos e atrasos devido a estradas mal conservadas.

Tendências e consolidação

O cenário para 2026 é de crescente pressão por digitalização e automação. Empresas que não se adaptarem a essas mudanças podem ver sua competitividade ameaçada. As tendências de fusões e aquisições devem continuar, exigindo escala e profissionalização, aumentando a exigência por motoristas qualificados e treinados.

Portanto, o crescimento projetado no setor de logística frigorificada traz consigo uma série de benefícios e impactos para motoristas e a mobilidade geral. A eficiência no transporte e a adoção de novas tecnologias serão fundamentais para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que virão.

Fonte: Abralog

Equipe Redação

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