NR-1 é implementada e revela custos elevados de riscos psicossociais.

NR-1 Entra em Vigor com Lacuna nas Empresas e Expõe Custo Crescente dos Riscos Psicossociais

Com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entra em vigor em 26 de maio de 2025, as empresas brasileiras se deparam com a necessária inclusão da gestão de riscos psicossociais em suas práticas. Essa mudança é motivada por um aumento alarmante dos afastamentos por transtornos mentais, que ultrapassaram 530 mil casos em 2025. Esse cenário não é apenas preocupante para os trabalhadores, mas também gera implicações diretas para a mobilidade e produtividade no ambiente de trabalho.

A ausência de um diagnóstico estruturado resulta em não apenas mais afastamentos, mas também em custos crescentes. Em média, cada licença por problemas mentais se estende por três meses, gerando, anualmente, um gasto superior a R$ 3 bilhões em benefícios previdenciários. Para os motoristas, especialmente, isso pode se traduzir em uma maior pressão nas operações diárias, uma vez que uma equipe afetada por problemas de saúde mental tende a ser menos produtiva e mais propensa a acidentes.

A NR-1 exige que as empresas integrem os riscos psicossociais ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), refletindo a necessidade de uma abordagem mais holística na gestão de saúde ocupacional. Profissionais de saúde ocupacional, como o Dr. Fernando Akio Mariya, destacam a importância de medir fatores como carga mental e organização das atividades, evidenciando que a saúde mental não deve ser um tema secundário. A falta de um diagnóstico estruturado impede que as empresas atuem proativamente, ocasionando um aumento do absenteísmo e do presenteísmo, além da queda na produtividade.

O impacto dessa norma se estende, portanto, ao dia a dia das organizações. Motoristas que vivem um ambiente de trabalho tenso e não estruturado podem experimentar estresse elevado, o que afeta não apenas sua saúde, mas também a segurança geral nas estradas. Conforme as empresas se adaptarem à NR-1, uma gestão mais eficaz dos riscos psicossociais pode resultar em um ambiente mais seguro e produtivo, beneficiando tanto os trabalhadores quanto a mobilidade em todas as esferas do transporte.

As organizações que se anteciparam a essa mudança já estão colhendo frutos ao implementar diagnósticos e planos de ação efetivos. As que não o fizeram precisarão agir rapidamente para evitar passivos trabalhistas e prejuízos operacionais. Adotar metodologias reconhecidas para mapear riscos psicossociais é crucial. Isso possibilita que a percepção se transforme em dados concretos, gerando ações práticas e melhorias no ambiente de trabalho.

A entrada em vigor da NR-1 não deve ser vista apenas como uma nova regulamentação; representa uma mudança significativa na forma como se lida com a saúde ocupacional. As empresas que negligenciarem essa gestão continuarão arcando com custos elevados, perdas de desempenho e danos à sua reputação. A saúde dos motoristas e a eficiência operacional andam de mãos dadas, e a adaptação à NR-1 é um passo essencial para garantir um futuro mais saudável e sustentável.

Fonte: setcesp

Equipe Redação

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