Café FRENLOGI discute efeitos do término da escala 6×1 na logística e infraestrutura.

Café com a FRENLOGI debate impactos do fim da escala 6×1 nos setores de logística e infraestrutura
O presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (FRENLOGI), senador Wellington Fagundes, destacou a importância do diálogo entre os setores público e privado para discutir os impactos do fim da escala 6×1 nas atividades de logística e infraestrutura. O tema foi debatido durante o 18º Café com a FRENLOGI, em conjunto com o Instituto Brasil Logística (IBL), reunindo parlamentares, representantes do governo e entidades do setor.
Fagundes expressou otimismo em relação ao futuro do Brasil, afirmando que, apesar dos desafios, a geração de empregos é fundamental para o desenvolvimento econômico. Ele ressaltou que as decisões tomadas hoje afetarão diretamente a mobilidade e o cotidiano dos motoristas, uma vez que a logística é crucial para a economia.
O senador Carlos Portinho, membro da FRENLOGI, enfatizou a necessidade de considerar os impactos da nova legislação para o setor logístico, destacando a abertura de um diálogo contínuo entre o governo e os profissionais da área. Esse intercâmbio é vital para garantir que as alterações respeitem acordos existentes e promovam um ambiente de trabalho justo e eficiente.
O debate também abordou questões de infraestrutura, com o senador Zequinha Marinho enfatizando a importância de concluir a conexão da Ferrovia Norte-Sul com os portos, especialmente em relação à melhoria da logística no Pará. Essa expansão não só beneficiaria a operação de transportes como também poderia otimizar o fluxo de mercadorias, reduzindo custos e promovendo a eficiência.
O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Francisco Macena, apresentou propostas de regulamentação que visam flexibilizar as jornadas de trabalho. A proposta de oito dias de descanso por mês, sem a obrigatoriedade de folgas em finais de semana, permite uma reorganização que pode contribuir para a eficiência operacional, beneficiando motoristas e trabalhadores no setor logístico.
Carley Welter, da ANATC, chamou a atenção para a rotina exigente dos caminhoneiros, que percorrem longas distâncias para manter o abastecimento do país, e a necessidade de integrar as novas regras de trabalho com as diretrizes da Lei dos Caminhoneiros. Essa opressão legal pode impactar diretamente a eficiência e a segurança das operações de transporte.
No setor portuário, a questão do sistema de contratação de trabalhadores avulsos foi destacada por Leonardo Ribeiro, que enfatizou as limitações que isso impõe para uma adaptação rápida às novas normas. Essa rigidez pode prejudicar a agilidade necessária para garantir a continuidade do fluxo de mercadorias.
A discussão finalizou com a elaboração de um encontro entre o Conselho Gestor do IBL e o Ministério do Trabalho, visando aprofundar a compreensão das dificuldades operacionais. O objetivo é encontrar soluções que considerem a continuidade dos serviços e a segurança operacional, fatores essenciais para a saúde do setor logístico e, consequentemente, da mobilidade no Brasil.
Essa abordagem colaborativa entre o setor privado e o governo poderá não apenas mitigar os impactos das mudanças, mas também fomentar novas oportunidades para motoristas e trabalhadores do setor, impulsionando uma maior eficiência e segurança nas operações logísticas.
Fonte: IBL






