Caminhoneiros cancelam greve programada para esta quinta-feira.

Greve dos Caminhoneiros Não Sai do Papel Nesta Quinta Após Negativas de Entidades do Setor
A greve dos caminhoneiros anunciada para esta quinta-feira não se concretizou, à medida que a mobilização que circulou nas redes sociais perdeu força após negativas de entidades representativas do transporte rodoviário. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) esclareceu que não há previsão de paralisação, reforçando informações já partilhadas por outros representantes do setor.
Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), também desmentiu a organização de uma greve nacional, ressaltando que as mensagens que proliferaram na internet continham informações de mobilizações passadas. A falta de apoio das entidades enfraqueceu as chances de uma paralisação organizada. Transportadoras associadas ao Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado da Bahia (SETCEB) e a liderança do sindicato de caminhoneiros da Paraíba confirmaram que não participariam do movimento.
Um aspecto que gerou confusão foram as notícias antigas que circulavam como atuais. A verificação de informações revelou que um vídeo atribuído ao SBT News sobre uma greve era, de fato, de março de 2026 e estava relacionado a discussões sobre o preço do diesel.
As reivindicações presentes nas mensagens de convocação incluem questões como o custo do óleo diesel, remuneração dos fretes, tarifas de pedágios e despesas de manutenção dos caminhões. Os desafios financeiros enfrentados pelos transportadores autônomos continuam a ser debatidos com o governo federal, sendo um ponto crucial para a estabilidade do setor e da mobilidade no país.
A presença de Wallace Landim em Brasília para discutir as demandas da categoria indica um esforço contínuo para resolver esses problemas, que se refletem não apenas nas condições de trabalho dos caminhoneiros, mas também na dinâmica do transporte de cargas e na mobilidade em geral. A revisão da planilha de custos do transporte rodoviário e questões relacionadas à equalização de eixos foram temas abordados nas negociações.
A ausência de uma convocação oficial, aliada à falta de adesão das principais entidades, frustrou as expectativas de uma mobilização em larga escala. Contudo, as lideranças não descartam a possibilidade de novas manifestações, caso as reivindicações não avancem nas negociações. Essa situação destaca a importância do diálogo entre caminhoneiros e autoridades, não só para atender às demandas do setor, mas também para garantir uma mobilidade eficiente e segura para todos.
Fonte: brasildotrecho






