Vazios de galpões alcançam nível mais baixo e preços disparam.

Demanda supera entregas, e-commerce puxa absorção e pressiona valores de locação em mercados próximos à capital
A absorção líquida de condomínios logísticos e industriais de padrão A e A+ voltou a superar o novo estoque no Brasil no primeiro trimestre, levando a taxa de vacância a uma nova mínima histórica, de 6,4%, segundo levantamento da Abralog.
O movimento foi acompanhado pela alta no preço pedido, que atingiu R$ 30,62 por metro quadrado, de acordo com a sócia-diretora Simone Santos. No Estado de São Paulo, o valor médio chegou a R$ 33,54, enquanto no raio de 30 quilômetros da capital atingiu R$ 40.
“O segmento de e-commerce seguiu na liderança da demanda por galpões, com absorção líquida de 1 milhão de metros quadrados de janeiro a março. Ainda há muito potencial de crescimento do comércio eletrônico no país”, afirma Simone.
A dinâmica também se reflete nas pré-locações. No período, a Shopee contratou antecipadamente 246 mil metros quadrados no GLP Guarulhos III, na maior operação do trimestre.
De janeiro a março, o mercado recebeu 735 mil metros quadrados, elevando o estoque nacional a 35,7 milhões de metros quadrados, sendo 48% concentrados em São Paulo.
As contratações totais somaram 1,4 milhão de metros quadrados no trimestre e 3,7 milhões nos últimos 12 meses.
Entre os principais ocupantes, o Mercado Livre liderou com três operações relevantes, seguido por Shopee e DHL.
O cenário indica um mercado pressionado pela demanda e com menor disponibilidade de ativos bem localizados, especialmente em regiões próximas aos grandes centros consumidores. Essa situação não apenas afeta os preços das locações, mas também impacta a mobilidade urbana, pois uma maior concentração de galpões logísticos em áreas estratégicas pode facilitar as operações de transporte e entrega, beneficiando motoristas e melhorando a eficiência do tráfego geral nas cidades.






