Frete por km chega a R$ 7,99 em março e pressiona custos no transporte

Em março de 2026, o preço médio do frete rodoviário por quilômetro no Brasil atingiu R$ 7,99, representando um aumento de 3,36% em relação a fevereiro, quando estava em R$ 7,73. Essa elevação, conforme o Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred, é um reflexo direto de fatores como o encarecimento do diesel, influenciado pelo cenário internacional de oferta de petróleo e tensões no Oriente Médio. O diesel S10, por exemplo, teve alta de 13,60%, enquanto o diesel comum (S500) subiu 12,34%, resultando em preços médios de R$ 7,10 e R$ 7,01 por litro, respectivamente.
Além do impacto do combustível, a demanda aquecida pelo agronegócio também ajudou a sustentar os preços do frete. A Companhia Nacional de Abastecimento prevê uma safra de grãos de 353,4 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26, um pequeno aumento em relação ao ano anterior, o que demonstra a crescente necessidade de transporte no país.
O ambiente regulatório, por sua vez, adiciona mais uma camada de complexidade. Em março, novas exigências da Agência Nacional de Transportes Terrestres tornaram obrigatória a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em todas as operações, aumentam a fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete, resultando em potenciais multas para aqueles que não se adequarem.
De acordo com Vinicios Fernandes, diretor de unidades de negócio da Edenred Mobilidade, a alta nos custos do frete é uma combinação de fatores, tanto externos quanto internos. Ele aponta que, além da pressão internacional sobre o diesel, um mercado doméstico aquecido e mudanças regulatórias estão elevando os custos operacionais, com a tendência de que essa alta se mantenha nos próximos meses.
Esses aumentos refletem não apenas nas tarifas dos fretes, mas têm um impacto direto na mobilidade geral e na economia. Para os motoristas, o aumento dos custos pode significar a necessidade de reajustes nas tarifas, o que pode impactar a demanda e a rentabilidade do setor. A pressão para manter a competitividade está aumentando, e é essencial que motoristas e empresas se adaptem a esse novo cenário para garantir sua sustentabilidade. Além disso, essa situação também repercute nos consumidores finais, que podem perceber os efeitos do aumento do frete nos preços dos produtos. Assim, um ciclo se forma, onde os reajustes no frete se transformam em impactos na economia, afetando tanto motoristas quanto consumidores.
O IFR é calculado com base em dados de cerca de 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Repom, um braço da Edenred especializado na gestão e pagamento de despesas no transporte rodoviário de cargas.
Fonte: Transporte Moderno






