Interlog Summit encerra com debate sobre tecnologia na logística.

O painel “Tecnologias Disruptivas no Transporte e na Logística: Da Estratégia Digital à Execução no Brasil” marcou o encerramento do IV Interlog Summit, realizado durante a Intermodal South America, reunindo as principais lideranças do setor para discutir um tema de grande relevância na atualidade logística.

Moderado por Pedro Moreira, presidente da Abralog, o encontro destacou a complexidade da operação logística contemporânea, alinhando-se à realidade brasileira e suas particularidades.

Contando com a participação de Agapito Sobrinho (BBM Logística), Augusto Ghiraldello (Invent Intralogistics), Fábio Bonotti (Lojas Americanas) e Patricia Bello (GOLLOG), as discussões abordaram tópicos centrais como automação, digitalização, inteligência artificial, integração de sistemas e uso de dados. Esses elementos não são apenas tendências, mas sim, fundamentos que moldam a logística moderna.

O debate também enfatizou a execução das estratégias digitais, destacando a importância de priorizar iniciativas e adequar as expectativas de retorno sobre investimentos à realidade operacional de cada empresa. Essa abordagem é crucial para a mobilidade geral, pois uma logística eficiente facilita a movimentação de mercadorias, impactando diretamente na vida dos motoristas e na experiência do consumidor final.

Outros aspectos relevantes incluíram a visibilidade da cadeia logística, a gestão em tempo real e os desafios com a mão de obra, fornecendo um panorama amplo que orienta as decisões do setor. Em uma era em que a agilidade e a eficiência são essenciais, a adoção de tecnologias disruptivas se torna um fator determinante para a melhoria da mobilidade urbana e da redução de impactos no tráfego e nas entregas.

O painel explorou diferentes perspectivas, desde o planejamento até a operação, mostrando a necessidade de um equilíbrio entre inovação e praticidade. Essas discussões, além de fornecerem insights valiosos, reforçam a urgência de adaptação às novas demandas de mercado e, consequentemente, às necessidades dos motoristas e da mobilidade geral.

O que eles disseram

Pedro Moreira (Abralog)

  • “Não existe um caminho único.” (Sobre estratégia digital)
  • “É preciso escolher poucas iniciativas e fazer acontecer.” (Priorização e execução)
  • “Não precisa de uma revolução — é pé no chão e ganho.” (Pragmatismo na transformação)
  • “O foco é retorno rápido e efetivo.” (ROI e prazos de entrega)

Agapito Sobrinho (BBM Logística)

  • “É um problema realmente sério que a gente tem enfrentado em todas as frentes da logística.” (Sobre a escassez de mão de obra)
  • “Sem visibilidade em tempo real, não há como gerir.” (Gestão e dados)
  • “No final do dia, é produtividade e eficiência que vale.” (Performance operacional)

Patricia Bello (Gollog)

  • “Transformação digital é sempre um desafio e não vem no curto prazo.” (Sobre transformação digital)
  • “Não pode se apaixonar pela solução — tem que entender o problema.” (Abordagem e diagnóstico)
  • “Tem que estar alinhada à estratégia.” (Governança e direcionamento)
  • “Não há estabilidade em cinco anos.” (Velocidade de mudança)

Augusto Ghiraldello (Invent Intralogistics)

  • “Tecnologia melhora o processo e reduz o desperdício.” (Sobre eficiência operacional)
  • “Automação virou commodity.” (Maturidade tecnológica)
  • “Prefiro não vender uma automação que não vai funcionar para o comprador.” (Qualidade de projetos)
  • “Precisa avaliar se faz sentido.” (Decisão de investimento)

Fábio Bonotti (Americanas)

  • “Não temos tempo.” (Sobre urgência por resultados)
  • “Não se tem dez anos para isso.” (Horizonte de retorno)
  • “Vai demorar muito mais do que se imagina.” (Transformação cultural e operacional)

Fonte: Abralog

Equipe Redação

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