Alckmin defende renovação de frota no 90º aniversário do SETCESP

Nos 90 anos do SETCESP, Alckmin defende renovação de frota e vê impacto positivo na logística

Durante a celebração dos 90 anos do SETCESP, no dia 26 de janeiro, em São Paulo, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, conversou com jornalistas sobre o programa de renovação de frota e seus impactos no transporte rodoviário de cargas, na indústria de caminhões e na logística nacional.

Alckmin destacou que o programa foi estruturado para atender às necessidades dos caminhoneiros brasileiros, visando estimular toda a cadeia produtiva do setor. Com essa iniciativa, é possível financiar caminhões com até 13 ou 14 anos de uso, oferecendo seis meses de carência e prazo de pagamento de até cinco anos, com cobertura de 80% pelo fundo garantidor, englobando tanto veículos novos quanto seminovos.

“O caminhoneiro que hoje possui um caminhão de 12 anos dificilmente consegue ir direto para um zero quilômetro. Ele avança para um seminovo, enquanto aqueles que têm seminovos podem obter um novo. Isso atende toda a cadeia”, comentou Alckmin. Ele também mencionou que a procura pelo programa tem sido bastante positiva.

A relevância do setor para a economia nacional foi enfatizada, com Alckmin afirmando que “o Brasil tem a sexta maior indústria de caminhões do mundo. É uma indústria crucial, que melhora a logística, reduz o custo Brasil, diminui acidentes, polui menos e gera empregos na indústria e no comércio”.

O programa atualmente dispõe de um teto de R$ 10 bilhões em recursos, estabelecendo o limite de financiamento. Sobre a possibilidade de prorrogação da medida provisória, Alckmin assegurou que o governo está se esforçando para que a iniciativa se torne perene em um futuro próximo.

“O objetivo do programa Renova Frota é substituir caminhões Euro 0, Euro 1, Euro 2 e Euro 3, visto que temos uma frota bastante envelhecida”, explicou.

Em relação ao impacto na indústria, Alckmin mencionou que as projeções podem ser conservadoras. As estimativas iniciais sugerem a venda adicional de cerca de 5 a 6 mil caminhões, mas o vice-presidente acredita haver espaço para um crescimento ainda maior. “A demanda agrícola cresceu 17%, as exportações e importações estão batendo recordes. Tudo isso exige transporte e agilidade na chegada aos portos. Por isso, nossa visão é otimista”, finalizou.

A implementação deste programa de renovação da frota não se limita apenas à modernização dos veículos, mas também reflete em benefícios diretos para os motoristas. Caminhões mais novos e eficientes podem significar redução nos custos operacionais, menor desgaste físico para os motoristas e mais segurança nas estradas. Além disso, um transporte rodoviário mais eficiente contribui para a fluidez do trânsito e melhora a mobilidade geral, impactando positivamente a logística em todo o país.

Fonte: logweb

Equipe Redação

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