Franqueado: iFood aumenta volume e ticket, enquanto 99 atrai novos clientes.

O iFood traz volume e ticket médio maior. Já a 99 traz novos clientes e alívio nas taxas
A disputa pelo delivery em São Paulo ganhou um novo capítulo com a unidade do Nanica Brasil no Morumbi operando também pelo 99Food. O franqueado Leandro Scripiliti, com experiência em gestão de franquias, compartilhou números que mostram a dinâmica dessa competição.
Números dos primeiros dias de operação da 99Food
Nos primeiros três dias utilizando o 99Food, Leandro registrou 53 pedidos pelo iFood (72,5%) e 20 pelo 99Food (27,5%). A diferença nas taxas foi notável: R$ 732,67 (19,8%) retidos pelo iFood em comparação a apenas R$ 76,80 (8,5%) na 99Food. Leandro destaca que, enquanto o iFood oferece um volume de pedidos maior e um ticket médio considerável, o 99Food atrai novos clientes e proporciona uma redução nas taxas, embora dependa fortemente de promoções custeadas pelos próprios restaurantes.
Mesmo com um aumento de 3,5% nas vendas totais com a 99Food, o ticket médio ficou em R$ 45,18, cerca de 34% menor que o do iFood, que foi de R$ 69,12. Isso levanta preocupações sobre a sustentabilidade financeira, já que descontos agressivos podem minar a rentabilidade, fazendo com que o empresário ajuste suas estratégias para equilibrar ganhos e despesas.
Taxa zero que não é zero
Apesar das promessas de isenção de comissão e mensalidade no 99Food, existem outras taxas que podem afetar a rentabilidade dos restaurantes. O custo de 3,2% sobre pagamentos on-line e outras despesas logísticas contribuem para um cenário em que os lucros são desafiadores. Como observa Leandro, o uso de promoções pode soar atraente, mas elas podem comprometer a margem se não forem geridas com atenção.
O iFood como vitrine
Embora reconheça os benefícios da 99Food, Leandro acredita que sua empresa precisa continuar no iFood, visto que se tornou uma vitrine essencial, trazendo clientes recorrentes e um ticket médio maior. Ele menciona que clientes que compram regularmente têm maior impacto na fidelização, algo que a 99 ainda está construindo.
A chegada da concorrência realmente alterou a dinâmica de operação, com a 99Food capturando rapidamente uma fatia considerável do mercado — em apenas uma semana, representou 30% do volume total de vendas.
Clientes: entre fidelização e caça aos descontos
A análise de Leandro aponta que os dois aplicativos atraem públicos diversos. O iFood tem uma base fiel, enquanto a 99Food atrai novos consumidores, mais focados em preços acessíveis e promoções. Isso sugere que, em um mercado onde o preço é um fator determinante, a capacidade de reter clientes pode ser vital para a longevidade do negócio.
Um mercado em ebulição
O panorama competitivo do delivery está em constante evolução, com novas alternativas surgindo. Embora o iFood mantenha uma forte preferência, com 75% de participação, 67% dos brasileiros demonstraram disposição para experimentar novos aplicativos. Isso é promissor não apenas para os consumidores, que beneficiam de preços mais competitivos, mas também para a mobilidade geral, já que mais opções podem melhorar a eficiência do delivery e garantir que produtos cheguem mais rapidamente aos consumidores.
A saga pelo aumento da rentabilidade
Leandro resume a situação enfrentada por muitos operadores desse setor: a necessidade de equilibrar custos fixos com a rentabilidade. A margem é frequentemente a única área onde há espaço para manobra. Portanto, a vigilância em ajustes de custo e governança de promoções é crucial. A diversificação das plataformas de delivery não apenas ajudou a aumentar as vendas, mas também impulsiona a inovação e a eficiência no setor, promovendo uma mobilidade mais ágil e dinâmica na entrega de alimentos.
Isto ilustra como a competição não beneficia apenas os empresários, mas também os motoristas e a mobilidade urbana como um todo, proporcionando mais opções e melhorando a experiência de entrega.
Fonte: 55content






