Caminhões elétricos podem economizar R$ 5 bi em saúde.

Eletrificação de Caminhões Pode Evitar R$ 5 Bi em Custos de Saúde
Um estudo revela que a eletrificação da frota de caminhões pesados no Brasil poderá reduzir em 46% as emissões de gases de efeito estufa e evitar gastos de R$ 5 bilhões relacionados à saúde pública até 2050. Os dados, divulgados pelo Instituto Ar, destacam a gravidade dos impactos da poluição do ar, especialmente oriundos de veículos a diesel.
Os caminhões híbridos, por outro lado, apresentam uma redução de apenas 8% nas emissões, resultando em uma economia bem menor—apenas R$ 298 milhões. Além disso, o uso de combustíveis como gás natural e biodiesel tende a amplificar tanto as emissões quanto os custos econômicos, o que é preocupante em um contexto de crescente demanda por soluções sustentáveis.
O estudo também aponta que a utilização total de biodiesel (B100) exigiria uma quantidade desproporcional de terras agrícolas, cerca de 215 milhões de hectares, o que representa mais de 25% do território nacional. Esse cenário pode incentivar práticas prejudiciais, como o desmatamento, visto que a soja, principal matéria-prima para a produção de biodiesel, já dominou 66% da produção em 2022.
A pesquisa, liderada pela especialista Patrícia Ferrini, sublinha a importância da escolha da matriz energética no transporte de cargas para a saúde pública. A falta de intervenções eficazes pode sobrecarregar o sistema de saúde, afetando especialmente populações vulneráveis, como crianças, idosos e moradores próximos a rodovias.
Entre 2013 e 2023, gastos de mais de R$ 24 bilhões foram direcionados ao SUS para tratar doenças relacionadas à poluição do ar, incluindo problemas respiratórios e cardiovasculares. A expansão da frota de caminhões elétricos não apenas melhora a qualidade do ar, mas também limita os custos elevados e trágicos associados a essas doenças.
Ademais, um atraso na adoção de padrões mais rigorosos de emissão poderá resultar em mais mortes prematuras: a projeção aponta que apenas um ano de atraso na implementação do padrão P-8 (Euro VI) poderá custar cerca de US$ 11,5 bilhões até 2040.
A análise realizada com dados de instituições como o Imperial College London e o Instituto Ambiental de Estocolmo conclui que a eletrificação dos caminhões pesados não apenas traria benefícios ambientais significativos, mas também contribuiria para uma mobilidade mais saudável e econômica.
A transição para veículos pesados elétricos representa um passo essencial não apenas para a mitigação das alterações climáticas, mas também para uma nova era de transporte, onde motoristas e a sociedade em geral se beneficiam de um ambiente mais limpo e menos onerosos.
Fonte: Carta de Logística






