CNT defende abordagens integradas para a transição energética

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) afirma que a transição energética no transporte de cargas no Brasil deve integrar diversas tecnologias, evitando a dependência de uma única solução. Essa posição foi enfatizada no Frotas & Fretes Verdes – XV Summit, realizado em São Paulo.

Valter Souza, diretor de Relações Institucionais da CNT, destacou que a transição não ocorre apenas porque uma tecnologia está à disposição. Segundo ele, “não existe uma única solução que atenda a todas as necessidades do setor”. Essa visão é crucial, pois o transporte representa mais de 85% do consumo de diesel do país, tornando a descarbonização um aspecto essencial para as metas climáticas brasileiras.

Um exemplo prático mencionado foi o projeto da L’Oréal, que já opera 25 caminhões movidos a biometano. Esta iniciativa ilustra como as empresas estão buscando alternativas sustentáveis, impactando não apenas a eficiência operacional, mas também contribuindo para a melhoria da qualidade do ar e a redução das emissões.

Durante o evento, especialistas como José Mauro Coelho, ex-presidente da Petrobras, e Tiago Ferreira, do BNDES, abordaram a necessidade de políticas que estimulem a inovação e a adaptação do setor às novas realidades energéticas. O professor da USP, Weber Amaral, ressaltou que o crédito de carbono não deve ser visto como a solução única para a atualização da frota, reforçando a importância de uma abordagem multifacetada.

Uma proposta concreta apresentada é a criação de corredores de abastecimento de biometano entre Rio de Janeiro e São Paulo, previstos para o primeiro trimestre de 2027. Este desenvolvimento pode não apenas atender até 200 caminhões por fluxo, mas também fomentar um novo paradigma de mobilidade no transporte rodoviário de cargas.

A integração de diferentes soluções energéticas não apenas beneficiará os motoristas, tornando suas operações mais sustentáveis e econômicas, mas também ajudará na construção de um sistema de transporte mais eficiente e adaptado às exigências ambientais do futuro. Dessa forma, a CNT destaca a urgência de investimentos e inovações que possam transformar o cenário atual, contribuindo para um Brasil mais sustentável em termos de mobilidade.

Fonte: carta logística.

Equipe Redação

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