Vacância de galpões logísticos em SP reduz para 3%

Vacância de Galpões Logísticos em SP Cai a 3%
Levantamento aponta o menor nível histórico no terceiro trimestre, mesmo com a entrada de novos empreendimentos.
A taxa de vacância dos condomínios logísticos de alto padrão no estado de São Paulo caiu para 3% no terceiro trimestre de 2026, o menor nível da série histórica. Este resultado reflete uma demanda resiliente que continua a absorver a oferta, mesmo com a entrega de novos empreendimentos.
Entre julho e setembro, São Paulo concentrou 60% da área de condomínios logísticos entregue no país. A movimentação mais intensa ocorreu na Região Metropolitana, beneficiada pela proximidade dos centros consumidores e pela infraestrutura robusta de transporte e distribuição.
O crescimento do comércio eletrônico operou como um dos principais motores desse mercado. Empresas ligadas ao setor foram responsáveis por seis das dez maiores locações do trimestre, o que demonstra a crescente demanda por centros de distribuição que estejam próximos aos consumidores, facilitando a logística e melhorando a experiência de entrega.
Com a disponibilidade reduzida, o preço médio pedido de locação se aproximou de R$ 40 por metro quadrado ao mês. Essa concorrência por imóveis bem localizados sustentou a valorização dos aluguéis, principalmente nas regiões adjacentes à capital. Essa valorização impacta diretamente os motoristas, pois uma infraestrutura logística mais eficiente se traduz em rotas mais rápidas e menos congestionamentos, facilitando o trabalho diário.
Esperamos que a oferta de galpões logísticos cresça no último trimestre do ano, com Guarulhos concentrando cerca de metade da área prevista para entrega. A expectativa é de que a absorção dos novos empreendimentos continue a manter a vacância baixa até o final de 2026, o que pode gerar novas pressões sobre os preços. Para os motoristas, isso pode significar um aumento nas oportunidades de trabalho, mas também pode resultar em desafios, como a necessidade de ajustar suas operações para se manterem competitivos em um mercado em constante transformação.
Fonte: Carta de Logística






