Varejo se prepara para uma mudança significativa no negócio.

Varejo prepara uma virada histórica no modelo de negócio
Uma reviravolta significativa nas relações entre supermercados, indústria e consumidores está sendo debatida na 60ª ABRAS’26 Food Retail Future, que ocorre de 20 a 23 de setembro em Campinas. O artigo de capa da revista SuperHiper sugere uma mudança radical: os supermercados deixariam de comprar e manter a propriedade das mercadorias, tornando-se plataformas de serviços.
Rodrigo Segurado, vice-presidente-executivo comercial da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), apresenta a proposta de "Retail as a Service" (RaaS), na qual os fabricantes mantêm a propriedade do estoque até a venda ao consumidor. Nesse novo modelo, os supermercados não compram os produtos, mas gerenciam a infraestrutura necessária para que esses produtos cheguem aos consumidores, sendo remunerados pelos serviços prestados.
Impactos na Mobilidade e na Logística
A implementação deste modelo tem potencial para transformar não apenas a dinâmica de negócios, mas também a mobilidade urbana. Com uma logística mais afinada e integrada, poderá haver uma redução nas distâncias de transporte de mercadorias, o que significa menos trânsito e poluição. A eficiência na distribuição pode permitir que caminhões e outros veículos de entrega operem em rotas mais diretas, beneficiando não apenas a economia, mas também os motoristas, que enfrentarão menos congestionamentos.
O Novo Cenário Para Motoristas
Os motoristas, tanto de veículos de entrega quanto os de transporte de passageiros, podem se beneficiar diretamente da otimização proposta. A modalidade RaaS, ao exigir um sistema logístico bem estruturado, favorece a profissionalização do setor de transporte. Com uma demanda menos intensa em horários de pico, os motoristas terão mais facilidade em suas rotinas de trabalho.
Além disso, a mudança no modelo de remuneração do varejista, que passa a incluir o gerenciamento logístico, pode abrir novas oportunidades de negócios para motoristas autônomos e pequenas empresas de transporte. A eficiência nas entregas pode levar a um aumento na demanda por essas soluções, gerando um ciclo positivo que beneficia o setor como um todo.
Desafios e Oportunidades
Embora o novo modelo traga muitas promessas, ele também exige uma completa reorganização logística e operacional. O compartilhamento de informações em tempo real e a integração de sistemas tornam-se cruciais. Para os motoristas, isso significará uma necessidade de adaptação às novas tecnologias e sistemas, mas também poderá resultar em trabalhos mais consistentes e bem remunerados.
Essa mudança não é apenas uma evolução do varejo, mas uma força que pode transformar a mobilidade urbana, favorecendo não só as empresas, mas também todos os motoristas envolvidos na cadeia de suprimentos.
O futuro do varejo pode, assim, desenhar um novo panorama que vai além da simples troca de produtos por dinheiro, enfatizando a importância da eficiência e da colaboração em rede, onde todos, inclusive os motoristas, têm seu espaço e valor apurados.
Fonte: Abralog






