Governo incorpora trechos da Fico e Fiol ao plano de privatização.

Governo inclui todos os trechos da Fico e Fiol no plano de desestatização
O Ministério dos Transportes anunciou a inclusão de todos os seis trechos da Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste) e da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) no Plano Nacional de Desestatização (PND). Este programa visa organizar a oferta de ativos públicos para a iniciativa privada e é uma oportunidade significativa para a modernização da infraestrutura ferroviária do Brasil.
O projeto, que abrange mais de 3.000 km de ferrovias ligando a Bahia a Rondônia, passando por Goiás e Mato Grosso, é essencial para fortalecer o corredor logístico do país. Essa integração não só promove a eficiência no transporte de carga, mas também pode impactar diretamente a mobilidade geral, facilitando o deslocamento de veículos e indivíduos nas regiões atendidas.
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o edital deve ser publicado ainda em 2026, com o leilão previsto para 2027. Contudo, o trecho Fiol 1, que realiza a conexão com o litoral, ficará fora da concessão e será assumido pela portuguesa Mota-Engil, responsável pela conclusão de aproximadamente 100 km de obras. Esta manobra é fundamental para garantir segurança jurídica aos investidores que arrematarão os trechos restantes.
A resolução do Fiol 1, segundo Santoro, é uma condição prévia para avançar com os demais segmentos do corredor. Isso demonstra uma visão estratégica do governo em assegurar um ambiente confiável para os investidores, o que pode atrair mais participação do setor privado e gerar um ambiente competitivo, potencializando melhorias na infraestrutura.
Além do anúncio sobre a Fico e Fiol, outras frentes também estão avançando. Os trechos do Corredor Minas-Rio devem ser ofertados ao mercado ainda em 2026, utilizando um novo modelo de chamamento público aprovado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Essa inovação pode acelerar processos futuros e contribuir para a eficiência do sistema ferroviário nacional.
Em um cenário em que o governo planeja publicar mais editais, como o da Ferrovia EF-118 e o da Malha Oeste, a expectativa é que esses investimentos tragam benefícios significativos para motoristas e usuários da infraestrutura de mobilidade, ao reduzir o tempo de transporte e melhorar o fluxo de cargas e pessoas.
Dessa forma, a desestatização das ferrovias não apenas moderniza o setor, mas também cria um impacto positivo na mobilidade urbana e rural do Brasil, promovendo um futuro mais integrado e acessível para todos.
Fonte: www.cartadelogistica.com.br






