Transportadoras optam por caminhões parados em vez de motoristas sem experiência.

Transportadoras Preferem Caminão Parado a Contratar Motorista sem Experiência

Uma situação recorrente para quem está tentando ingressar na profissão de caminhoneiro voltou a ser discutida: muitas empresas precisam de motoristas, mas hesitam em colocar profissionais sem experiência ao volante de caminhões pesados.

Um empresário do setor de transporte internacional compartilhou suas experiências, revelando que já tentou contratar e treinar motoristas desde o início. De acordo com ele, essa adaptação pode ser desafiadora, especialmente em pequenas transportadoras, onde um único erro pode acarretar grandes prejuízos.

Ele menciona que, frequentemente, ouve de outros proprietários de transportadoras que preferem manter um caminhão parado por dias, aguardando um motorista experiente, em vez de arriscar com um novato. Embora reconheça a escassez de motoristas, também ressalta que muitos candidatos à profissão enfrentam dificuldades em conseguir sua primeira oportunidade.

Dirigir um caminhão, segundo ele, vai além de simplesmente estar ao volante. No contexto do transporte internacional europeu, o motorista deve gerenciar horários de condução, períodos de descanso e o uso do tacógrafo. Uma má gestão de uma viagem pode atrasar operações e gerar complicações para o profissional.

Além disso, ele destaca que erros frequentes no uso do tacógrafo podem resultar em multas consideráveis. Um motorista inexperiente pode, logo em seus primeiros meses, infringir regras, como exceder os períodos permitidos de condução ou realizar registros incorretos.

Para quem está começando, a recomendação do empresário é buscar empresas maiores que possam oferecer um sistema de rodízio com dois motoristas. Nesse modelo, o novato acompanha um profissional experiente, permitindo um aprendizado prático antes de assumir integralmente a responsabilidade pelo veículo e pela carga.

O empresário também compartilha que sua própria trajetória no transporte foi gradual. Ele começou com veículos menores, passou por caminhões urbanos e ônibus, até chegar às carretas. Essa abordagem evolutiva, em sua opinião, é fundamental, pois tentar começar diretamente em veículos de grande porte pode complicar a entrada na profissão.

Essa situação revela uma contradição: há uma demanda por caminhoneiros, mas a experiência continua sendo uma exigência primordial por parte das transportadoras. Essa realidade pode impactar não apenas os motoristas que buscam emprego, mas também a mobilidade geral, uma vez que caminhões parados significam carga não transportada, atrasos nas entregas e, consequentemente, um efeito em cadeia na logística e no abastecimento.

Fonte: brasildotrecho

Equipe Redação

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