Cerca de 90% das transportadoras enfrentam falta de caminhoneiros.

Quase 90% das transportadoras não acham caminhoneiro para trabalhar
A escassez de motoristas de caminhão tornou-se uma preocupação crescente no Brasil. De acordo com uma pesquisa da NTC & Logística, 88% das transportadoras enfrentam dificuldades para contratar profissionais qualificados.
Esse cenário é alarmante, pois muitas empresas têm até oito caminhões parados devido à falta de motoristas, o que prejudica as operações e a eficiência dos serviços de frete. Com o número de motoristas habilitados para veículos pesados em queda, a situação é mais crítica do que nunca. A idade média da categoria ultrapassa os 45 anos, e muitos motoristas estão se aproximando da aposentadoria, com poucos jovens ingressando na profissão.
A atração de novos motoristas é um desafio. Muitos jovens optam por trabalhar como motoristas de aplicativos, atraídos pela flexibilidade e pela falta de longas jornadas na estrada. Além disso, as condições de trabalho e o tempo longe de casa são fatores que pesam na decisão de carreira.
O Brasil foi incluído pela primeira vez no relatório global da IRU, ressaltando que a escassez de motoristas é a principal preocupação de 35% das empresas consultadas. Essa falta de profissionais pode impactar não apenas as transportadoras, mas toda a mobilidade no país, afetando a entrega de mercadorias e o abastecimento de produtos.
Para enfrentar esse desafio, algumas transportadoras já estão investindo em programas de formação própria e em iniciativas para atrair mais mulheres para a profissão, um grupo que atualmente representa apenas cerca de 4% dos motoristas habilitados. Essas ações são fundamentais para renovar a força de trabalho e garantir a continuidade das operações no setor.
A mobilidade geral no Brasil depende diretamente da capacidade das transportadoras de encontrar motoristas qualificados. Transformar essa realidade é essencial para manter a eficiência logística e o abastecimento no país.
Fonte: brasildotrecho






