Empresas aumentam capacidade em centros de distribuição devido à alta dos galpões.

Alta dos Galpões Leva Empresas a Ampliar Capacidade Dentro dos Próprios Centros de Distribuição
Com o aumento dos custos de alugueis e a diminuição da oferta de áreas estratégicas, muitas empresas têm adotado a verticalização como uma solução para ampliar a capacidade de armazenagem sem necessidade de expansão territorial. Este movimento não só impacta diretamente as empresas, mas também influencia a mobilidade e a eficiência na logística urbana.
O estado de São Paulo, como o principal mercado logístico do país, apresenta um cenário desafiador. O preço médio dos galpões atingiu R$ 33,54 por metro quadrado, enquanto a taxa de vacância caiu para 6,4%. Isso indica uma maior ocupação e uma competição acirrada entre as empresas por espaços estratégicos. Com menos opções de galpões disponíveis, a verticalização se torna uma saída viável para aumentar a capacidade de armazenagem e, ao mesmo tempo, reduzir os custos operacionais.
Flávio Piccinin, diretor executivo da ISMA, destaca que a transformação do espaço sob um modelo vertical pode aumentar a capacidade de armazenagem em até 120%, dependendo da estrutura e da operação. Essa estratégia também pode levar a uma redução significativa no custo por posição-palete, eliminando a necessidade de alugar novos espaços.
Além dos benefícios diretos para as empresas, este movimento pode resultar em impactos positivos na mobilidade urbana. Armazéns mais eficientes e bem localizados podem reduzir o tráfego de caminhões e veículos de carga, pois as entregas se tornam mais rápidas e organizadas. Isso não apenas melhora a qualidade do transporte urbano, mas também tem o potencial de diminuir a emissão de poluentes, contribuindo para um ambiente mais saudável.
No entanto, a verticalização deve ser implementada com cautela. É crucial que as empresas considerem fatores como a seletividade dos produtos e a resistência do piso, evitando congestionamentos e aumentando a eficiência operacional. Um planejamento inadequado pode levar a contratempos que invalidam as vantagens de capacidade adquiridas.
A predominância de galpões alugados também influencia essa abordagem. Com contratos de locação variando entre três e cinco anos, a demanda por estruturas modulares que possam ser reaproveitadas em futuras mudanças de endereço está crescendo. Isso não só minimiza o risco de imobilização de investimento, mas também ajusta a operação às necessidades dinâmicas do mercado.
Por fim, a esperada reforma tributária poderá transformar a configuração da malha logística no Brasil, fazendo com que as empresas reavaliem a localização de estoques e centros de distribuição. Nesse novo cenário, a eficiência na utilização do espaço se tornará ainda mais crítica, especialmente para operações que competem por prazos de entrega reduzidos.
Assim, a verticalização não é apenas uma adaptação necessária para as empresas, mas também um passo que pode trazer melhorias significativas para a mobilidade geral e a qualidade urbana.
Fonte: carta de logística






