Cinco anos de pesquisa mapeiam a transição energética no transporte

Cinco anos de estudos ajudam a mapear a transição energética do transporte

Produção técnica da CNT acompanha biometano, eletromobilidade, hidrogênio renovável, diesel verde e SAF e leva conhecimento brasileiro ao debate da COP31

Em 2021, a CNT deu início à série "Energia no Transporte", dedicada a explorar novas fontes de energia e tecnologias cuja implementação pode diminuir a dependência de combustíveis fósseis no setor de transporte. Desde então, um leque de alternativas vem sendo discutido, cada uma com seus próprios desafios para adoção e implementação.

A série, em suas cinco edições, documentou a evolução das tecnologias, a dinâmica de mercado e os marcos regulatórios, destacando as vantagens, limitações e os contextos de uso das novas fontes de energia no transporte brasileiro. O conhecimento gerado se torna cada vez mais relevante, especialmente em um contexto de mobilidade que busca ser mais sustentável e menos dependente de combustíveis fósseis.

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A trajetória começou com o biometano, um biocombustível competitivo para o transporte rodoviário, que foi analisado em sua produção, regulamentação e impactos ambientais. Em 2022, a eletromobilidade trouxe a discussão sobre a eletrificação dos veículos e a infraestrutura necessária — um movimento que não se limita a veículos leves, mas também abrange os pesados, ampliando nossas opções de mobilidade.

No ano seguinte, a introdução do hidrogênio renovável ampliou as possibilidades, oferecendo novas aplicações no transporte, incluindo aéreo e ferroviário, e ressaltando a necessidade de energia renovável para sua produção. O diesel verde, analisado em 2024, destacou-se como uma alternativa viável, com desafios que envolvem produção em escala e investimentos necessários para a sua implementação.

Por fim, em 2025, a discussão se estendeu ao transporte aéreo com o combustível sustentável de aviação (SAF), enfatizando a importância da tecnologia e das matérias-primas disponíveis no Brasil para aumentar a oferta desse combustível.

Esses estudos demonstram que a transição energética é multifacetada e que cada modo de transporte apresenta características e necessidades específicas. Essa diversidade implica que não há uma solução única; as condições regionais e operacionais devem orientar a adoção das tecnologias adequadas.

Potencial Brasileiro na Transição Energética

A pesquisa revela que as particularidades do Brasil — como a disponibilidade de biomassas e a presença de fontes renováveis na matriz elétrica — projetam o país como um candidato estratégico na transição energética. Contudo, desafios como a infraestrutura de abastecimento e recarga, custos tecnológicos e regulamentação permanecem.

Essa complexidade reforça a ideia de que não deve haver uma abordagem padrão para a transição. A CNT acredita que é fundamental considerar as características de cada operação e os recursos disponíveis em cada região ao selecionar alternativas energéticas.

Conclusão: O Futuro das Mobilidade

Fernanda Rezende, diretora executiva da CNT, ressalta a evolução nas análises sobre a transição energética: "Ao longo desses anos, a análise passou a incorporar uma gama mais ampla de fatores que influenciam a adoção de soluções". Isso sinaliza um movimento importante para os motoristas e para a mobilidade geral no Brasil.

Na sua essência, a transição energética não é apenas sobre escolher tecnologias, mas também sobre construir um sistema de transporte que seja sustentável e viável. Esse conhecimento se torna vital para decisões informadas, refletindo a realidade brasileira.

Ao participar da COP31, a CNT levará essa trajetória e suas descobertas, buscando aprender e compartilhar práticas que podem enriquecer a luta global contra as mudanças climáticas e melhorar a mobilidade em nosso país.

Fonte: setcesp.org.br

Equipe Redação

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