Conselheiros do IBL apoiam PL 733/25 e ressaltam desafios portuários.

Os conselheiros do Instituto Brasil Logística (IBL) recentemente participaram do painel final do Fórum Nacional Brasil Export 2026, realizado em Brasília, que discutiu a modernização e a competitividade no sistema portuário brasileiro. A conversa girou em torno do PL 733/2025, governança das autoridades portuárias e os desafios de infraestrutura.

Entre os painelistas estavam importantes figuras do setor portuário, como Jesualdo Silva, diretor-presidente da ABTP, e Ricardo Molitzas, diretor-executivo do SOPESP. Jesualdo destacou a iminente apreciação do PL 733/2025 na Câmara dos Deputados, mencionando que as mudanças propostas são essenciais para melhorar a eficiência do sistema portuário.

Sérgio Aquino, presidente da FENOP, também ressaltou a importância desse avanço legislativo, comparando a situação atual do setor a uma embarcação que está pronta para atracar, mas enfrenta atrasos que se traduzem em prejuízos para o Brasil. O consenso sobre as questões trabalhistas, garantido através de negociações entre empresas e trabalhadores, representa um passo importante para a estabilidade do setor.

O debate abordou ainda modelos de gestão e a necessidade de melhorar a capacidade de investimento. Ricardo Molitzas enfatizou que a abertura de capital pode ser uma solução para elevar os padrões de governança, permitindo que as empresas públicas superem as limitações que atualmente impedem a execução de projetos.

Sérgio Aquino sugeriu que a gestão dos portos deve ser pensada a longo prazo, assim como práticas adotadas em infraestrutura de outros países, como o Canal do Panamá. Essa perspectiva de planejamento é crucial, pois um sistema portuário bem administrado pode impactar positivamente não só as operações portuárias, mas também a mobilidade geral do país.

Angelino Caputo, da ABTRA, apresentou dados que sublinham a importância da infraestrutura retroportuária, indicando que cada metro quadrado no porto requisita considerável espaço fora dele, que muitas vezes é negligenciado no planejamento governamental. O impacto econômico deste setor é significativo, gerando bilhões em receita e milhares de empregos, o que demonstra a interdependência entre a atividade portuária e a economia regional.

As discussões também abordaram os desafios relacionados à dragagem e capacidade de operação no Porto de Santos, onde a falta de profundidade nos canais impede a movimentação de contêineres, refletindo diretamente na competitividade e eficiência do transporte marítimo.

Esses debates evidenciam a necessidade urgente de modernizar o marco regulatório e de assegurar as condições necessárias para investimentos, tanto públicos como privados. A implementação efetiva do PL 733/2025 pode ser um divisor de águas, não só para o setor portuário, mas também para a mobilidade e o desenvolvimento econômico do país como um todo. Com um sistema portuário eficiente, os motoristas também se beneficiarão, uma vez que a fluidez nas operações portuárias impacta diretamente na logística e no transporte de mercadorias.

Por fim, o evento contou com a presença de outros conselheiros do IBL, reforçando a importância do diálogo e da colaboração entre as diversas partes interessadas no setor.

Fonte: Instituto Brasil Logística

Equipe Redação

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