Transnordestina entrega 50 km no Ceará e finaliza fase um em 2027.

Concessionária pretende entregar outros 70 quilômetros neste ano para avançar na conexão ferroviária com o Porto do Pecém.

A Transnordestina entregou, em 21 de setembro, mais 50 quilômetros de ferrovia entre Quixeramobim e Quixadá, no Ceará. Com a conclusão do lote 6, a primeira fase do projeto soma 832 quilômetros executados, de uma extensão prevista de 1.053 quilômetros entre Paes Landim, no Piauí, e o Porto do Pecém. Segundo a concessionária, o avanço físico dessa etapa atingiu 84%, e a previsão de conclusão permanece no fim de 2027.

A meta para os próximos meses é acrescentar outros 70 quilômetros, com entregas nos lotes 7, entre Quixadá e Itapiúna, e 11, entre Caucaia e Pecém. O diretor-presidente da Transnordestina Logística, Ismael Trinks, explicou que a abertura de frentes de trabalho a partir do porto busca acelerar a implantação e permitir que os trechos em construção se encontrem.

Os 221 quilômetros restantes da primeira fase estão em obras de infraestrutura e superestrutura. No lote recém-entregue, foram implantadas seis pontes e viadutos, com a participação de 590 trabalhadores e utilização de 181 máquinas pesadas.

Transporte de grãos já está em testes

Desde dezembro de 2025, a ferrovia realiza testes operacionais em regime de operação comissionada. Os trens já movimentam milho e sorgo entre o Piauí e o Ceará, enquanto as obras avançam em direção ao litoral.

A estrutura de transporte recebeu, em junho, um lote de 100 vagões hopper HTT, fabricados pela Greenbrier Maxion e destinados a grãos e fertilizantes. Segundo a Transnordestina, uma composição com esses equipamentos tem capacidade equivalente à de aproximadamente 357 caminhões graneleiros.

A conclusão da ligação com Pecém permitirá conectar as áreas produtoras atendidas pela ferrovia à estrutura portuária cearense. A Transnordestina Logística, controlada pelo Grupo CSN, é responsável pela implantação e operação do empreendimento.

Esse desenvolvimento terá um impacto significativo na mobilidade do transporte de cargas na região. A interligação ferroviária reduzirá o tempo e os custos de transporte, beneficiando motoristas e empresas na movimentação de produtos, principalmente os grãos. Isso pode resultar em um fluxo mais eficiente de mercadorias, desencadeando um efeito positivo na economia local e facilitando o transporte de produtos agrícolas para o Porto do Pecém, que é um ponto crucial para exportação.

Assim, a expansão da Transnordestina não apenas moderniza a infraestrutura ferroviária, mas também promove uma melhoria na logística e na mobilidade geral na região, favorecendo motoristas e contribuindo para um transporte mais sustentável e rápido.


Fontes: AbralogAbralog faz bem para sua logística

Equipe Redação

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