ANTT revisa valores mínimos de frete para transporte rodoviário

A revisão mantém a metodologia de cálculo e atualiza os valores com base na variação do IPCA e no preço de referência do diesel S10.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou a atualização dos coeficientes dos pisos mínimos de frete do transporte rodoviário remunerado de cargas. Essa revisão incorpora a variação acumulada de 3,54% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), entre dezembro de 2025 e maio de 2026, junto com a atualização do preço de referência do óleo diesel S10 para R$ 6,97.

Este ajuste se alinha à Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC), mantendo a metodologia estabelecida pela Resolução ANTT nº 5.867/2020. A preservação dessas diretrizes é fundamental para garantir estabilidade e previsibilidade no setor, fatores que impactam diretamente não apenas os motoristas, mas toda a cadeia logística do país.

A atualização dos pisos mínimos serve como uma resposta às variações econômicas e garante que os trabalhadores do transporte recebam uma remuneração justa, de acordo com os custos operacionais reais. Isso não apenas melhora as condições de trabalho dos motoristas, mas também assegura a qualidade e confiabilidade no serviço prestado à sociedade.

Os coeficientes utilizados para calcular os pisos mínimos permanecem inalterados, considerando tipo de carga, configuração do veículo e número de eixos. Tais parâmetros contribuem para uma definição mais justa do valor a ser recebido pelo transportador, evitando distorções e promovendo uma concorrência saudável no setor.

Em um cenário onde a logística é vital para o desenvolvimento econômico, a atualização periódica e a manutenção da metodologia de cálculo dos pisos mínimos de frete representam um passo necessário para melhorar a mobilidade geral. Isso se reflete na redução de custos para motoristas e empresas, que podem planejar suas operações de maneira mais eficiente e sustentável.

Além disso, a clareza nas regras de remuneração permite que mais motoristas ingressem na profissão, potencializando o emprego e gerando um ciclo positivo que beneficia tanto os trabalhadores quanto os consumidores. O impacto da revisão vai além do frete, afetando a economia local e, consequentemente, o bem-estar da população.

Portanto, a atualização das diretrizes da ANTT é um desenvolvimento crucial que harmoniza as relações entre motoristas e empresas de transporte, promovendo um ambiente mais equilibrado e eficiente para a mobilidade de cargas no Brasil.

Fonte: setcesp

Equipe Redação

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