TCP registra aumento de 2% e movimenta 690 mil TEUs em 2026

Alta foi impulsionada pelo aumento das cargas cheias, com destaque para exportações de carnes e congelados, segundo a administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, movimentou 690 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) entre janeiro e maio de 2026, um volume 2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Esse crescimento é resultado do avanço nas operações com cargas cheias, que aumentaram de 4,5 milhões para 4,8 milhões de toneladas em comparação com o ano anterior.

As exportações somaram 3,5 milhões de toneladas, representando um crescimento de 8% em relação aos cinco primeiros meses de 2025. As importações, por sua vez, alcançaram 1,3 milhão de toneladas, com uma alta de 6%. Este desempenho é fundamental para a mobilidade de carga no Brasil, refletindo diretamente na economia e no setor de transportes.

Um dos grandes destaques do período foi a movimentação de contêineres refrigerados (reefers), usados principalmente no transporte de carnes e congelados. A TCP movimentou mais de 64,4 mil unidades e mantém a maior estrutura de armazenagem refrigerada do país, com cerca de 5,22 mil tomadas para contêineres. Este aspecto é crucial para garantir a qualidade dos produtos, especialmente para os motoristas envolvidos na logística, que dependem da eficiência do transporte de produtos perecíveis.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a infraestrutura do terminal e a oferta de serviços marítimos contribuíram para o desempenho do segmento. “A infraestrutura, o alto volume de serviços marítimos e o atendimento especializado aos exportadores de carne colocam a TCP como o principal parceiro nacional no embarque de cargas refrigeradas”, afirma. Para os motoristas, esse suporte logístico representa uma maior fluidez nas operações e redução de possíveis contratempos durante os transportes.

As exportações de carnes e congelados totalizaram 1,7 milhão de toneladas, um aumento de 13% em relação ao mesmo período de 2025. A retomada dos embarques de carne de frango, após a diminuição das restrições impostas ao Brasil no ano anterior, além da expansão das exportações de carne suína, foram fatores significativos para esse crescimento. Para a mobilidade, essa evolução nas exportações significa um aumento na demanda por transporte, o que pode trazer tanto desafios quanto oportunidades para os motoristas.

Em outros segmentos, as exportações de madeira atingiram 598 mil toneladas entre janeiro e maio, e o setor de papel e celulose movimentou 446 mil toneladas, resultando em um crescimento de 9% na comparação anual. Nas importações, o segmento automotivo trouxe 236 mil toneladas para o terminal, enquanto o setor químico movimentou 214 mil toneladas. Isso reafirma a importância de uma infraestrutura robusta e eficiente para acomodar o aumento do volume de carga, o que é vital para a fluidez do transporte dentro do país.

A TCP opera atualmente 22 serviços semanais regulares, incluindo rotas de longo curso e cabotagem, conectando Paranaguá a portos das Américas, Europa, África e Ásia. Entre janeiro e maio, o terminal recebeu 427 navios, e a ferrovia registrou 545 trens atendidos com movimentação de 972 mil toneladas de cargas. O transporte rodoviário alcançou 267 mil contêineres movimentados durante o mesmo período. Esses números sublinham a relevância da integração entre diferentes modais de transporte, proporcionando uma mobilidade mais eficiente para os motoristas e contribuindo para o desenvolvimento econômico geral.

Fonte: www.cartadelogistica.com.br

Equipe Redação

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